Ágil e desconfiada, conhecida por desaparecer em segundos entre a vegetação, uma irara foi registrada no Pantanal de Mato Grosso do Sul na última semana. A espécie, parente das lontras e dos furões, é considerada quase impossível de ser fotografada ou filmada, sendo esta captura de imagens realizada na Caiman Pantanal um raro registro.
Na ocasião, a equipe de campo estava em atividade de monitoramento pela reserva ecológica localizada na zona rural do município de Miranda, quando uma família de três iraras surgiu no caminho. Contudo, apenas uma delas foi gravada pelas lentes do guia e biólogo Lucas Morgado.
Veja:
Também chamada de papa-mel ou taira, a irara (Eira barbara) é um mamífero silvestre e onívoro da família dos mustelídeos, assim como os furões e as lontras. Ela mede cerca de 60 a 70 centímetros de comprimento (mais a cauda) e pesa até 11 kg.
Muito difícil de ser vista na natureza, a espécie tem hábitos diurnos e uma ampla distribuição pelo Brasil. Por ser extremamente arisca, rápida e discreta, tem a maioria dos registros visuais feita por meio de armadilhas fotográficas de pesquisadores.
Seu nome vem do tupi-guarani e significa, basicamente, “tomador de mel”, sendo esse seu alimento favorito. É um mamífero carnívoro com uma dieta bastante variada, consumindo pequenos vertebrados, insetos, frutos e, claro, o mel.
“Encontrada desde o sul do México até o norte da Argentina, a espécie está geralmente associada a áreas de vegetação densa, onde utiliza ocos de árvores como abrigo. É um animal predominantemente solitário e pode ser avistado em pares ou as mães com filhotes, como nesse avistamento”, comenta a ONG Onçafari.
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(Revisão: Nichole Munaro)








