Campo Grande (MS) vai ganhar um novo monumento especial: José Thomaz, fundador do estabelecimento Thomaz Lanches, será homenageado pela família com uma estátua em tamanho real, feita em bronze, a ser instalada em frente à lanchonete da Rua Sete de Setembro, uma das representantes da cultura campo-grandense.
A ideia partiu de José Thomaz Filho, o Zezo, que elaborou o projeto e teve sua proposta aprovada pela Prefeitura da Capital. Sr. Thomaz faleceu em setembro de 2023 e, desde então, o filho busca formas de manter a memória e o legado do pai em evidência na cidade.
Artista escolhido para desenvolver a peça, Marcos Rezende já trabalha na escultura e se diz muito honrado por poder executar a obra. Segundo ele, Thomaz será representado na mesma pose que costumava ficar no balcão, quando não estava atendendo a clientela em sua esfirraria árabe. O balcão, inclusive, fará parte do monumento.
“Conheci o Seu Zé ainda criança, quando ia lá na lanchonete com meu pai… Então, a família eu conheço desde sempre, o Zezo e o Cado [filhos de Seu Zé]. A ideia nasceu naturalmente nas conversas e, semana passada, resolveram concretizar o projeto e me chamaram, pois sabem da linha artística com que trabalho, sempre buscando enaltecer a nossa história e cultura”, diz ele ao Jornal Midiamax.
Embora a estátua já esteja ganhando forma, o processo será longo. “Os trabalhos estão no início, escolhendo a pose, a expressão corporal e facial, que já estão aprovados… Agora é trabalhar em tamanho natural, utilizando argila sintética, e, posteriormente, ir para a fundição, para a produção do monumento em bronze”, explica.
Segundo Marcos, a finalização levará em torno de 8 meses, e a ideia inicial da família é inaugurar o monumento no aniversário de 50 anos do Thomaz Lanches, em 2028.
Confira uma prévia:
Zezo, filho de José Thomaz e idealizador da homenagem, conta ao Jornal Midiamax que, desde que o Centro de Campo Grande foi revitalizado, pensa em criar algo em frente à empresa da família.
“Há pouco tempo, queria plantar umas oliveiras no espaço da esquina e fazer um busto em homenagem ao meu pai em frente à loja, que meu pai chegou ali naquela esquina em 1934, então, tem muita história. Mas, antes de tomar qualquer atitude que amanhã ou depois eu possa ser advertido pela Prefeitura, busquei a secretaria responsável”, detalha.
Após marcar uma reunião com a pasta responsável, o herdeiro da esfirraria árabe, que é marca de Campo Grande, recebeu o aval.
“Eles se encantaram com a ideia e, na discussão, surgiu a possibilidade da gente poder fazer, com o apoio da secretaria, inclusive. Então, elaborei o projeto e parti pra ideia de fazer a estátua em tamanho original. Se conseguirmos realizar nos próximos dois anos, vamos inaugurar em 2028, quando faremos 50 anos de casa, então é isso. Acho que chegou a hora da gente poder homenagear o meu pai e, ao mesmo tempo, homenagear toda essa história. A cidade tem a ganhar muito com isso”, finaliza Zezo.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)










