Cientistas da Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, estimam que o impacto de um estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, abriu uma cratera de aproximadamente 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade na superfície da Lua. A colisão ocorreu na madrugada de quarta-feira (5).
De acordo com o EarthSky, a Administração Aeroespacial da Coreia, conhecida como KASA, divulgou uma série de imagens que mostram o antes e o depois da colisão não planejada.
Já o proprietário da SpaceX, Elon Musk, publicou nas redes sociais um vídeo com uma simulação do impacto. Acredita-se que o estágio superior do Falcon 9 tenha colidido com a Lua, conforme a simulação, mas não há imagens reais em close da colisão. Além disso, a cratera é pequena demais para ser observada da Terra, mesmo com telescópios.
Segundo a Nasa, o incidente representa uma oportunidade para que cientistas estudem o solo lunar e também serve de alerta sobre os riscos do lixo espacial. Os pesquisadores afirmam que não há perigo algum para a Terra ou para o ambiente espacial.
A agência também destacou que impactos com essa magnitude de energia ocorrem naturalmente na Lua, em média, a cada seis dias, provocados por meteoroides. A diferença, neste caso, é que o objeto responsável pelo impacto é artificial e conhecido.
O descarte de estágios superiores em trajetórias espaciais profundas é um procedimento aceito, seguro e regulamentado pelas diretrizes internacionais vigentes, segundo informaram representantes da agência à imprensa.
Foguete
Embora o objeto pertença a um foguete Falcon 9 lançado pela SpaceX, a empresa informou que a colisão foi um evento acidental e não planejado. Por esse motivo, limitou-se a conceder coletivas técnicas para discutir, junto da Nasa, o descarte de detritos espaciais.
De acordo com a CNN, o cilindro metálico oco tem aproximadamente 13,7 metros de comprimento, 3,7 metros de diâmetro e pesa cerca de quatro toneladas.
O objeto atingiu a superfície lunar a cerca de 8.700 km/h, o equivalente a 2,43 km por segundo, mais de sete vezes a velocidade do som.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








