As aulas presenciais para crianças em Gaza retornaram, no último sábado (19), pela primeira vez em quase três anos. Estudantes se acomodaram em prédios escolares danificados ou salas improvisadas em tendas.
Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 98% das escolas em Gaza foram danificadas ou destruídas durante a guerra. Dados divulgados pelas autoridades educacionais da região também apontam que cerca de 660 mil alunos foram privados do ensino presencial e da participação regular na educação.
Durante os conflitos em Gaza, 770 profissionais da educação foram mortos, incluindo 532 professores, segundo o diretor de Educação de Khan Younis Oriental, Ibrahim Ramadan. O diretor apontou ainda que cerca de 22 mil alunos foram mortos.
Mesmo com toda a devastação, o Ministério da Educação deu continuidade ao ano letivo de 2026-2027 com apoio de organizações internacionais e locais, auxiliando a criar dezenas de escolas temporárias feitas de lonas, barracas e mandeira.
Estimativas apontam que pelo menos 540 mil alunos frequentem aulas presenciais este ano em escolas particulares improvisadas, pontos educacionais e centros de aprendizagem. O ensino a distância continuará para aqueles que não podem frequentar as aulas ou que deixaram Gaza durante a guerra.
Forças israelenses continuam controlando mais de 60% de Gaza mesmo com o cessar-fogo desde o ano passado. Autoridades palestinas afirmam que mais de 73 mil pessoas morreram nos ataques.
*Com informações da Agência Brasil.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









