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Preso, sobrinho que matou idosa por disputa de herança passa por audiência com comparsa

Maria foi morta com golpes de faca no dia 28 de junho deste ano
Diego Alves, Lívia Bezerra -
Preso, sobrinho que matou idosa por disputa de herança passa por audiência com comparsa
Suspeito foi flagrado por câmeras de segurança. (Reprodução, Processo)

Fábio Santos Fogaça, 45, e Rogério Nascimento da Silva, 36, acusados pelo assassinato da idosa Maria José de Oliveira Beserra, em , a 97 quilômetros de , passaram por audiência de audiência de instrução e julgamento, nesta quinta-feira (05), e continuam presos.

Maria foi morta com golpes de faca no dia 28 de junho deste ano e foi encontrada por familiares na manhã seguinte. Fábio é sobrinho de Maria e o crime foi encomendado por motivo de disputa por herança.

Fábio foi preso oito dias depois do crime e teve a prisão provisória convertida em preventiva. A defesa dele entrou com pedido de liberdade em agosto, mas a Justiça negou.

No mês passado, Fábio e Rogério tiveram a prisão preventiva revisada pela Justiça, que constatou a materialidade do crime e indícios de autoria em relação aos acusados. Após a prisão preventiva dos acusados, o juiz marcou a audiência de instrução e julgamento para esta quinta-feira (05), onde as testemunhas foram ouvidas e os acusados devem ser interrogados. Os acusados foram interrogados por videoconferência.

Relembre o caso

Conforme o documento, os denunciados mataram a idosa com 15 golpes de faca, em unidade de desígnios e divisão de tarefas, impelidos por motivo torpe, mediante paga e promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa.

O denunciado de 45 anos é sobrinho da vítima. Segundo apurado nas investigações, após a morte da avó paterna dele, a vítima e outra pessoa ingressaram com uma ação judicial declaratória de maternidade socioafetiva post mortem, fator que o teria deixado inconformado com a possibilidade de redução da sua quota hereditária, pois é um dos herdeiros por representação.

Na data dos fatos, agindo de forma premeditada, ele teria pago um carro de aplicativo para o seu comparsa, de 36 anos, sair de Campo Grande e ir até Ribas do Rio Pardo. Eles passaram a tarde ingerindo cerveja e conhaque juntos e, após estarem embriagados, o sobrinho, ciente do histórico de homicídio do amigo, ofereceu pagamento de R$ 5 mil para matar suas duas tias.

Com isso, o réu aceitou a proposta, tendo combinado de receber uma quantia de R$ 2 mil em espécie no mesmo dia e os R$ 3 mil restantes posteriormente.

Com isso, o réu de 36 anos foi até a casa da primeira vítima, mas ela não estava no local. Assim, dirigiu-se até a casa da Maria José, localizada nas proximidades, onde a encontrou dormindo. Com isso, ele foi até a porta dos fundos e conseguiu entrar no quarto dela, momento em que se aproximou da vítima e desferiu 15 golpes de faca.

Os golpes atingiram o abdômen, o tórax, a cervical, o ombro, a escápula, um seio e o braço direito. Maria caiu no chão, ao lado da cama, onde morreu devido à gravidade dos ferimentos.

Após matar a vítima, ele voltou à casa do amigo, onde recebeu R$ 2 mil em espécie e retornou para Campo Grande, cidade em que reside. Uma semana depois, enquanto fazia a funcionária de uma churrascaria refém na região do Tarumã, ele confessou o crime.

Durante o interrogatório policial, ele negou ter sido o autor dos golpes de faca contra a vítima, alegando que o amigo pagou R$ 2 mil para ele passar na frente das câmeras de segurança e aparentar ser o autor do homicídio qualificado.

Já no interrogatório, o sobrinho da idosa negou qualquer participação no homicídio. Para a Justiça, ele agiu impelido em razão do reprovável ódio vingativo, mais precisamente, por não aceitar a participação da sua tia na divisão da herança familiar.

Por fim, a denúncia foi aceita pelo juiz de Direito Cesar David Maudonnet e o sobrinho teve a prisão convertida em preventiva. Ainda, a autoridade policial havia solicitado a quebra de sigilo telefônico dele e da sua esposa, no período de 1º de maio a 1º de julho deste ano, o que foi aceito.

Funcionária refém

Uma funcionária de uma churrascaria foi feita refém na tarde do dia 5 de julho, em Campo Grande. Imagens mostram o autor com uma faca no pescoço da vítima enquanto ameaça os clientes e pede a presença de um policial.

Câmeras de segurança mostraram a ação do suspeito. É possível ver o homem chegando ao estabelecimento e esperando uma cliente terminar de fazer o pagamento. Em seguida, ele, que está de casaco, tira uma faca e aborda a funcionária, que entra em desespero com a ação rápida do homem.

O autor fica com a faca no pescoço da vítima até o momento em que um sargento de folga, que é vizinho do estabelecimento, começa a negociação para soltar a refém.

De acordo com o boletim de ocorrência, Leite, 2º sargento da Polícia Militar, iniciou a negociação enquanto outras equipes da PM se deslocavam até o local.

Foram 30 minutos de negociação com o rapaz, que, segundo testemunhas, estava visivelmente alterado e sob efeito de drogas. O homem precisou ser algemado para ser encaminhado à delegacia. A vítima não teve ferimentos.

Durante o percurso até a delegacia, a equipe policial percebeu cheiro de fumaça dentro da viatura e percebeu que o rapaz havia colocado fogo no próprio tênis. Segundo o registro policial, o homem havia usado um isqueiro, que estava escondido na cueca dele, para atear fogo no sapato.

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