Uma funcionária da fábrica clandestina de cachaças e vinhos em Terenos relatou aos policiais da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) que era responsável pela fabricação das bebidas. O local foi fechado pela 2ª vez, na manhã de quinta-feira (6).
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O local estava proibido de produzir qualquer tipo de bebida, uma vez que foi interditado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) em março de 2023. Assim, após novas denúncias, os policiais retornaram ao endereço na Estrada Colônia Nova e encontraram em pleno funcionamento.
Para os policiais, uma funcionária que atua no local há um ano relatou que ela havia sido contratada para atuar como serviços gerais. Entretanto, ela se tornou a pessoa responsável pela elaboração das bebidas.
Durante o interrogatório, o proprietário do local permaneceu em silêncio, mas negou que estivesse produzindo bebidas no local.
Audiência de custódia
É esperado que neste sábado (8), o proprietário autuado em flagrante passe por audiência de custódia. Assim, a defesa deve pedir a liberdade do empresário.
A advogada Talita Dourado, que representa a defesa do empresário, negou a fabricação ou distribuição de bebidas desde a 1ª interdição do estabelecimento.
“A defesa informa que o investigado irá provar a sua Inocência e que não houve fabricação ou distribuição de bebidas alcoólicas desde quando o estabelecimento foi interditado pelo Mapa, e que a defesa está e continuará colaborando com toda a investigação”, declarou a advogada.
Fábrica fechada pela 2ª vez
A fábrica está localizada na Estrada Colônia Nova, a cinco quilômetros da cidade, e havia sido interditada pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) em março de 2023. Contudo, quando os policiais da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) chegaram ao local, na manhã dessa quinta-feira (6), acompanhados de fiscais do Mapa, encontraram quatro funcionárias trabalhando.
Na chegada das equipes, o proprietário negou qualquer tipo de produção. No entanto, as funcionárias afirmaram que o local estava em pleno funcionamento. Além disso, elas foram flagradas lavando garrafas de vidro e colocando novas rotulagens de vodca.
Conforme apurado pela reportagem, a produção no local era voltada para cachaças e vinhos. Na fábrica, havia rolos de rotulagem e garrafas de vidro lavadas e rotuladas. Foi constatada também a falta de higienização, uma vez que as garrafas que eram recicladas estavam sendo lavadas apenas com detergentes e estocadas — sem as condições de higiene adequada.
O delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas, apreendeu ao todo oito garrafas de bebidas prontas para o consumo. Ele as encontrou em cima de uma espécie de esteira do ‘forno’. Assim, acredita-se que a produção anterior à fiscalização já havia sido encaminhada à venda.



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