Uma mulher foi detida ao defender Iron, o husky siberiano de 1 ano morto a tiros nesta quarta-feira (14), no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande. O animal morava nas dependências de uma empresa de ferro. Funcionários do local disseram ao Midiamax que o cachorro era alegre, brincalhão e que não atacava.
Os disparos foram efetuados por policiais militares, após denúncia anônima de que o cachorro havia escapado e estaria atacando pessoas que passavam pela rua. Crianças também teriam sido atacadas pelo animal.
A versão foi negada por funcionários da empresa onde o animal morava. Um deles disse que cuidava de Iron há cerca de dois meses. Segundo ele, o cachorro era bastante brincalhão e não atacava.
“Ele era um cachorro grandão, mas tinha só um ano, era uma criança. Ele era brincalhão, gostava de tomar banho e brincar. Nunca atacou ninguém”, defende.
O funcionário também afirma que o cachorro havia escapado da empresa e fugido. “Estamos com uma funcionária nova. Ela foi até os fundos, onde ele ficava, e acabou deixando a porta aberta. Ele viu uma oportunidade e, como qualquer cachorro, escapou”, explica.
Ainda conforme os relatos, depois de escapar, o cachorro seguiu pelas ruas do bairro. “Eu e a funcionária nova fomos atrás dele. Ele estava na praça. Tinha um monte de gente lá, mas ele estava brincando, não atacou ninguém. Todo mundo que estava lá pode confirmar isso”, afirma.
“Ele não estava deixando a gente colocar a coleira. Eu tive que voltar para a empresa, que fica a umas quatro quadras, e a outra funcionária ficou lá acompanhando o cachorro. Nisso, a Polícia Militar chegou, e eles já foram atirando no cachorro. Era só ter paciência que ele iria voltar para a empresa. Não precisavam ter feito isso”, frisa.
Polícia foi acionada para conter ataques
À reportagem do Midiamax, a Polícia Militar ressalta que uma equipe do 10º BPM (Batalhão de Polícia Militar) foi acionada com urgência após relatos de que um cão de grande porte estava descontrolado em via pública, atacando pessoas que passavam na região.
Conforme a Polícia Militar, no local, os militares realizaram diversas tentativas de contenção e isolamento, mas não conseguiram conter o animal.
“Contudo, diante da continuidade dos ataques, da agressividade incontrolável e do perigo iminente de ferimentos graves ou fatais a quem transitava pela via e aos próprios militares, foi necessário o uso escalonado da força, culminando no disparo tático de arma de fogo para repelir a agressão injusta e salvar vidas”, reforça.
Após os disparos, a área foi isolada e periciada. Os órgãos de controle e a Delegacia de Polícia Civil foram acionados. Em nota, “a PMMS reafirma que todas as intervenções priorizam a preservação da vida e a segurança coletiva”.
A funcionária que acompanhava o animal teria discutido com os militares. A mulher foi detida por desacato e encaminhada para a Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada).
O gerente da empresa onde o animal morava foi levado para prestar esclarecimentos na Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista). O caso segue sob investigação.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








