O CMO (Comando Militar do Oeste) informou ao Midiamax que o militar que matou a motociclista, Miriam Rosa Matos, de 45 anos, em um acidente de trânsito na manhã deste sábado (20), estava afastado de suas funções há cerca de um ano. Segundo as informações, o afastamento foi concedido para tratamento de saúde.
Em nota, o CMO também afirmou que o soldado – conduzido para a Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada) – após receber alta hospitalar – será encaminhado para o estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, informou que a motociclista seguia pela Padre João Crippa em direção à Rua Maracaju quando foi atingida pelo condutor da caminhonete, que estava na Maracaju sentido a Avenida Presidente Ernesto Geisel.
Com o impacto da colisão, a motociclista — que pilotava uma Yamaha Factor 150 — foi lançada da moto e o veículo ficou destruído. O calçado dela foi encontrado do outro lado da rua. Miriam não resistiu e morreu no local.

O condutor da caminhonete perdeu o controle da direção, derrubou uma árvore e bateu no portão de uma casa vizinha. O veículo parou no estacionamento de uma clínica médica, a alguns metros de distância do local do acidente, e danificou o corrimão do estabelecimento. O capô da caminhonete e os dois faróis foram arrancados com a colisão. As portas dos passageiros ficaram destruídas.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do acidente que resultou na morte da motociclista, no cruzamento entre as ruas Padre João Crippa e Maracaju, na região central de Campo Grande.
Os vídeos mostram o momento em que a picape roda na Rua Maracaju e bate contra uma árvore. Também é possível ver uma das rodas da Yamaha Factor colidindo contra um veículo estacionado e outras partes da motocicleta espalhadas pelo asfalto.
O soldado do Exército e o passageiro foram encaminhados para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, mas, posteriormente, levados para a Depac-Cepol.
Conforme o boletim de ocorrência, tanto o condutor, quanto o passageiro, apresentavam sinais de embriaguez. Horas antes, o motorista postou nas redes sociais um vídeo ostentando uma garrafa de bebida alcoólica. Garrafas de whisky e de cervejas foram encontradas na caminhonete S10.

Pouco antes do acidente, que resultou na morte de Miriam, o condutor da S10 se envolveu em outra colisão no cruzamento entre as ruas Marechal Rondon e Padre João Crippa.
Ao Midiamax, o motorista de um veículo Virtus contou que teve o carro atingido pela S10. Ele afirmou que o condutor não parou e fugiu em alta velocidade.

Confira a nota do CMO na íntegra:
“O CMO também reforçou que não compactua com condutas que contrariam os princípios éticos, os valores militares e o ordenamento jurídico vigente.
O Comando Militar do Oeste informa que o militar em questão encontra-se afastado de suas funções há quase um ano para tratamento de saúde.
Após receber alta hospitalar, o soldado será encaminhado para estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O Comando Militar do Oeste lamenta profundamente os fatos noticiados e reafirma que o Exército Brasileiro não compactua com condutas que contrariem os princípios éticos, os valores militares e o ordenamento jurídico vigente. A Instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os desdobramentos do caso, nos limites de suas atribuições legais“.
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