A creche particular suspeita de praticar maus-tratos contra crianças, em Nova Andradina, a 298 km de Campo Grande, passou por perícia técnica na segunda-feira (21). Funcionários e responsáveis pelas crianças começaram a ser ouvidos nesta terça-feira (22), na Polícia Civil da cidade.
O local passou a ser investigado pela Polícia Civil de Nova Andradina após situações que envolvem maus-tratos e violência contra as crianças virem à tona na última semana. Inclusive, após os episódios, por determinação própria, o local decidiu suspender temporariamente os atendimentos.
As informações encaminhadas ao Jornal Midiamax apontam que, em algumas ocasiões, as crianças dormiam no chão, sem travesseiros, cobertores, lençóis ou colchonetes. Além disso, camas, colchões e cercadinhos estariam deteriorados pelo tempo e pelo uso.
Outra denúncia relata que as crianças tomavam banho com água gelada e que, quando faziam algo considerado inadequado, eram borrifadas no rosto com uma mistura de água e outro produto.
Para a reportagem, o delegado Gustavo Oliveira confirmou que, na segunda-feira, o local passou por perícia técnica. A previsão é de que o laudo fique pronto em cerca de 10 dias. “Hoje iniciam as sequências de oitivas das mães e dos funcionários do local”, disse.

O que diz a creche?
“Informa que tem interesse no integral esclarecimento dos fatos recentemente divulgados nas mídias sociais e noticiados pelos órgãos competentes.
A instituição sempre pautou suas atividades pelo respeito, cuidado e dignidade das crianças sob sua responsabilidade e está à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e colaborar com a apuração dos fatos.
Neste momento, por decisão própria, a instituição informa que suspenderá temporariamente suas atividades, enquanto são adotadas as providências necessárias para o esclarecimento da situação.
Por envolver crianças e fatos submetidos à apuração pelas autoridades competentes, o Espaço preservará a privacidade dos envolvidos e não se manifestará publicamente sobre aspectos específicos do caso.”
O que diz a prefeitura?
Em nota publicada nas redes sociais, a prefeitura afirmou que, logo que as denúncias começaram, os órgãos competentes foram acionados e adotaram as medidas cabíveis, “conforme suas respectivas atribuições e os mecanismos da rede de proteção”.
Trecho da nota diz, ainda:
“Trata-se de um estabelecimento de caráter particular, destinado ao cuidado e à permanência temporária de crianças, mediante contratação direta pelas famílias, não sendo caracterizado como unidade educacional. Dessa forma, não está submetido ao acompanhamento pedagógico da Secretaria Municipal de Educação ou do Conselho Municipal de Educação nos moldes aplicáveis às instituições de ensino.
O município reafirma seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e permanece colaborando com os órgãos responsáveis pela apuração dos fatos”.

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(Revisão: Nichole Munaro)









