A polícia investiga se as crianças estariam brincando com um isqueiro antes do incêndio que terminou com a morte do menino de 7 anos em Terenos, cidade localizada a 32 quilômetros de Campo Grande.
O menino morreu em um quarto enquanto tentava se proteger do fogo atrás de um sofá, na noite de domingo (28). A família tentou resgatar a criança, mas o excesso de fumaça atrapalhou e ninguém a encontrou a tempo.
Na manhã desta segunda-feira (29), uma equipe da Polícia Civil e da Polícia Científica esteve na residência para realizar levantamentos e recolher itens para as investigações.
A família estava fazendo uma confraternização do lado externo do imóvel, enquanto as crianças brincavam dentro da residência. De acordo com o delegado Matheus Crovador, uma terceira criança viu o fogo e chamou a família.
Em seguida, os familiares entraram na casa para apagar as chamas, mas, quando abriram a porta, o fogo teria se alastrado. Houve uma explosão e o menino de 7 anos não resistiu aos ferimentos. O delegado explicou que depende da perícia redigir o laudo para guiar a investigação policial.
“A princípio, [foi] uma fatalidade. As crianças talvez estivessem brincando com um isqueiro, o que resultou no incêndio que ceifou a vida do menino. A gente precisa colher depoimentos para verificar se vai haver responsabilização criminal de alguém em uma eventual omissão de socorro, ou se de fato foi, infelizmente, a fatalidade mesmo. Então a gente precisa colher mais elementos de prova”, detalhou Matheus Crovador ao Jornal Midiamax.
Na ocasião, o menino foi encontrado no canto da residência, tentando se proteger do incêndio. “Foi acionado o caminhão-pipa do município e, depois, o Corpo de Bombeiros. Infelizmente, o menino foi encontrado no canto do imóvel, tentando se proteger do fogo. O médico legista vai fazer a verificação de se a criança estava viva no momento em que o fogo se alastrou ou se foi asfixiada”, explicou o delegado.

Os peritos recolheram um isqueiro no quarto atingido pelo incêndio e apuram possíveis causas elétricas ou contato direto do fogo. Após a análise da perícia na casa, um laudo será elaborado e apresentado em até dez dias para colaborar com as investigações.
A perícia foi acompanhada por uma tia do menino, pois a mãe está profundamente abalada. Mais cedo, o tio-avô da criança, o empresário Sandro da Silva, disse à reportagem que o incêndio foi uma tragédia.
“Isso daqui não é culpa de ninguém, é uma tragédia. Tragédia ninguém pode prever, só Deus para segurar. Tragédia é tragédia! Pode acontecer na sua família, pode acontecer na família de qualquer outra pessoa. Mas sempre alguém vai querer achar um culpado, né?! Nessas horas, a gente tem que confortar a família, não achar culpado”, ressaltou o tio-avô do menino.
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(Revisão: Nichole Munaro)















