Na tarde desta sexta-feira (18), o suspeito de incendiar a residência da companheira no Jardim Los Angeles foi preso em flagrante por equipes da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), no trabalho, na Vila Planalto, em Campo Grande. O caso ocorreu pela manhã, enquanto a vítima estava trabalhando.
Conforme a Polícia Civil, o casal mantinha um relacionamento de um ano e seis meses, sendo que, na noite de quinta-feira (17), eles teriam saído acompanhados da irmã do suspeito. Após ingerir bebida alcoólica, ele teria passado a apresentar comportamento alterado e a proferir ofensas contra a mulher.
Após ela sair para trabalhar por volta das 5h30 desta sexta-feira, ele teria encaminhado mensagens por meio do WhatsApp para a vítima. Em áudios, afirmou que, quando ela retornasse para a residência, teria uma “surpresa”.

Momento depois, a vítima, de 46 anos, foi informada pelos próprios vizinhos de que sua residência estava em chamas. Imediatamente, na ocasião, suspeitaram que o homem, que trabalha como cuidador de idosos, de 28 anos, teria praticado o ato.
“Eu saí para trabalhar às 5h30. Cheguei na empresa e já me ligaram avisando que a minha casa estava pegando fogo”, contou a mulher, que trabalha como auxiliar de limpeza.
Já durante a tarde, equipes da 1ª Deam conseguiram localizar o suspeito na empresa onde trabalha, na Vila Planalto, momento em que foi preso em flagrante pelos crimes de incêndio qualificado, ameaça contra a mulher e injúria, no contexto de violência doméstica e familiar.


Foi constatado que as bocas do fogão estavam todas ligadas. Além disso, a equipe do Corpo de Bombeiros confirmou que a casa possuía rachadura de mais de quatro centímetros de largura. O imóvel ficou completamente destruído, e os militares usaram 2 mil litros de água para combater as chamas.
Ainda conforme o relato da vítima, posteriormente, o suspeito voltou a entrar em contato e afirmou, em tom de deboche, que ela não conseguiria provar que ele havia sido o responsável pelo incêndio.
A mulher confirmou à reportagem que o suspeito seria o seu ex-marido. “Eu falo que é meu ex-marido. Não tem outra pessoa! E ele está me mandando mensagem! Ele ameaçou, ele falou que, se eu chamar a polícia, se ele for preso e sair, ele vai me matar! Ele estava aí. Hoje eu saí para trabalhar, ele ficou aí, só que fez isso!”, afirmou a vítima.

‘Nunca imaginei passar por isso’
Devido ao incêndio, somente o fogão da residência restou em adequadas condições, o que deixou a auxiliar de limpeza em total desespero.
“Só salvou meu fogão! Perdi tudo! Roupa, colchão, meu guarda-roupa. Minha roupa, meu sofá, tudo, tudo… Meus documentos, tudo. Ai, meu Deus, é a pior coisa do mundo! Nunca imaginei passar por isso! Eu pago minha casa, R$ 800 todo mês na minha casa. Eu não sei nem o que eu vou fazer, nem para onde que eu vou!”, lamentou a mulher.
Mensagens obtidas pelo Jornal Midiamax mostram que o homem ameaçou ir embora às 5h51 e proferiu diversos xingamentos. Ao ser questionado sobre o incêndio, ele apenas respondeu que estava bebendo em um bar e que o fogo “pegou sozinho”.
“Não tem prova contra mim, não, pegou sozinho… Vem me culpar, não. Some da minha vida… Do nada, eu apareço em um lugar aleatório. Mas, que merd*, sinto muito pela sua casa”, escreveu o suspeito nas mensagens.
Além do Corpo de Bombeiros, equipes da PM (Polícia Militar) estão no local e aguardam a chegada da perícia para os levantamentos sobre as causas do incêndio.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
⚠️ Quando a Polícia Civil atua com negligência, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









