A defesa do adolescente envolvido na confusão que terminou na morte de Ewerton Rodrigues da Silva, em Bonito, aguarda uma decisão de HC (habeas corpus) para apresentá-lo à polícia.
O caso aconteceu no último sábado (24) na cidade turística, após uma carreata com apoiadores de Flávio Bolsonaro. Ewerton estava confraternizando com amigos quando tentou separar uma briga, que evoluiu para agressões. O filho de um dos envolvidos na briga, um adolescente, teria ido até a caminhonete, pegado a arma do pai e efetuado disparos.
Outro homem, de 30 anos, foi ferido pelos tiros e socorrido para a Santa Casa de Campo Grande com um ferimento perfurante abdominal. O adolescente e o pai são considerados foragidos pela Polícia Civil.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, foi apresentado um habeas corpus preventivo. O adolescente ainda não foi apresentado à polícia.
A reportagem apurou ainda que o pai do menor iria se apresentar nesta quarta-feira (28), mas, por questões de logística, deve se apresentar em outra cidade. Na terça-feira (27), familiares mobilizaram a sociedade para uma manifestação em pedido por justiça.
‘Desentendimento interpessoal’
A equipe da 1ª CIPM (1ª Companhia Independente de Polícia Militar) também foi acionada para o local, ouviu testemunhas e analisou câmeras de monitoramento na noite de sábado (24). De acordo com a corporação, tudo aconteceu após um desentendimento interpessoal que resultou em agressões físicas mútuas e disparos de arma de fogo. Os policiais militares seguem em diligências ininterruptas pela região para encontrar e prender os suspeitos.
“O procedimento policial e os elementos de prova foram formalmente apresentados à Delegacia de Polícia Civil de Bonito para as providências de polícia judiciária. Informações que auxiliem nas buscas podem ser repassadas de forma anônima e segura via 190 ou pelo Disque-Denúncia 181”, informou a corporação.
Família faz apelo para ajudar na localização dos suspeitos
Em comentários de uma postagem que classificava o crime como “violência política”, Natália Rodrigues da Silva, irmã de Ewerton, afirmou que o caso ocorreu, na verdade, durante confusão em bar após manifestações políticas em Bonito.
“Não foi isso que aconteceu! Meu irmão foi assassinado, e o foco não foi político. Após uma carreata pró-Bolsonaro, após a finalização da carreata, algumas pessoas estavam em um ‘bar’ na região. Houve uma briga que evoluiu pra agressões, meu irmão não tinha nenhum envolvimento, mas tentou separar; porém, o filho de um dos envolvidos, um garoto de 17 anos, foi até a caminhonete e pegou a arma do pai e saiu atirando nas pessoas”, relatou.
A jovem apelou para que as pessoas não associem o caso à disputa eleitoral.
“Pedimos que não distorçam os fatos, não foi isso que aconteceu! O pai e o menino estão foragidos e o que nós [a família] precisamos é de apoio para localizarmos eles! Que divulguem a foto dos 2, e não o vídeo dessa tragédia. Armas destroem vidas. Porém, a situação não teve envolvimento político. Nos ajudem a conseguir justiça pelo Ewerton, mas peço que retifiquem a matéria com as informações corretas. Que ela trate sobre os problemas de armas, e não que vincule a uma questão de briga política que não aconteceu”, disse a irmã.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








