Consternados, familiares de Aristóteles Onassis Tufaile, de 47 anos, se despediram do mecânico na manhã desta quinta-feira (22), em Campo Grande. Ele foi morto a tiros na tarde de terça-feira (20), no bairro Jardim Batistão, depois de uma briga com o vizinho. O filho de Aristóteles, um jovem de 23 anos, também foi atingido por um tiro nas costas. Segundo a família, o rapaz já passou por duas cirurgias e segue internado em estado grave na Santa Casa.
Durante o velório, em meio à dor, familiares conversaram com a reportagem do Jornal Midiamax sobre a tragédia que abalou a todos. Inconformada com a morte do marido, a esposa lembrou que Aristóteles não teve condições de se defender. “Ele agiu na maldade”, disse ela sobre o autor.
A irmã da vítima, Linda Tufaile, lamentou profundamente a perda e disse que a família está vivendo um verdadeiro pesadelo. “Estamos sem chão. É uma tragédia o que nós estamos passando. Foi realmente algo que a gente não esperava, estar vivendo esse terror em família”, disse.
“Meu irmão era um homem extremamente trabalhador, um pai de família dedicado, esposo dedicado. O foco principal do meu irmão sempre foi a família, o bem-estar da família dele”, completou Linda.
A irmã também aproveitou o momento para pedir justiça em nome da vítima. “E que seja feita tanto a justiça de Deus como a justiça dos homens. É isso que a gente espera.”
Segundo Linda, Aristóteles já morava no endereço há mais de 20 anos. “Era uma casa de um quarto, cozinha e banheiro. Ele conseguiu construir a casa e depois a própria empresa [que ficava ao lado], uma empresa familiar onde ele trabalhava com os filhos, com a esposa. A gente espera que a justiça seja feita e que a verdade seja realmente apresentada”, ressaltou ela.
Aristóteles foi morto a tiros no fim da tarde de terça-feira (20) após uma briga com o vizinho, que foi preso horas depois enquanto fugia em um carro. O crime teria sido motivado por desavenças devido a uma obra feita na oficina de Aristóteles, que fica ao lado da casa do autor dos disparos.
Rixa antiga
Durante o velório, familiares negaram a versão de que tenha ocorrido alguma discussão anterior ao dia do crime. Testemunhas disseram anteriormente que a vítima estaria fazendo uma reforma no local há dois anos e que tinha uma rixa antiga com o vizinho. Aristóteles e o suspeito teriam uma rixa antiga e discutiam com frequência por assuntos relacionados à obra.
Porém, a irmã da vítima disse que não houve confusão por causa do muro, como disseram os vizinhos. “Não teve confusão de muro, não teve. Era uma calha que estava sendo consertada no fundo da casa e que não abrangia o telhado do vizinho. O vizinho questionou o telhado”, explicou ela.
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(Revisão: Nichole Munaro)







