Erica Rocha da Silva, de 29 anos, foi executada com tiro de pistola 9 mm em Maracaju, a 160 quilômetros de Campo Grande, na tarde de terça-feira (27). Ela havia saído da prisão há cerca de cinco meses e era monitorada por tornozeleira eletrônica.
Por volta das 15h30, dois suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta, de cor vermelha, abordaram Erica e efetuaram os disparos à queima-roupa. Ela caiu na calçada e os atiradores fugiram.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte da mulher ainda no local. Ela foi atingida no tórax, no abdômen, no pescoço, na perna direita e na região lombar.
Equipes da PM (Polícia Militar) e da Polícia Civil estiveram no local fazendo os levantamentos preliminares. Duas pessoas com indícios de participação no crime foram detidas durante diligências na terça-feira (27).
De acordo com o portal local Maracaju Speed, Erica tinha passagens pela polícia e teria deixado a prisão há cerca de cinco meses, sendo monitorada por tornozeleira eletrônica. Nos últimos dias, ela estaria sendo frequentemente ameaçada por integrantes de facções.
A suspeita é de que a execução esteja ligada a um acerto de contas ou disputa entre facções criminosas rivais. Oito estojos de munição calibre 9 mm e um projétil foram recolhidos pela polícia no local.
Furtos
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Erica foi acusada de furtos em Maracaju e, em um dos casos, condenada a quatro anos de prisão e pagamento de indenização por danos morais.
Erica foi denunciada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso) por um furto ocorrido em abril de 2020. Ela teria subtraído semovente domesticável de produção, um porco de 40 quilos, avaliado em R$ 300. Erica e terceiras pessoas teriam adentrado a propriedade rural da vítima e, de lá, levado o porco.
Na ocasião, a vítima percebeu o crime, mas, como estava sozinha, ficou com receio de impedir o furto. Assim, Erica foi condenada a quatro anos e um mês de reclusão em regime inicial fechado, 113 dias-multa e ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 300.
O outro caso foi em julho de 2020, quando a mulher e dois comparsas teriam furtado 45 pés de mandioca e lenhas de eucalipto na Vila Juquita, causando um prejuízo de R$ 250. Na época, vizinhos relataram que uma Kombi estacionou no local e várias pessoas desceram para subtrair a mandioca e as lenhas.
De acordo com a denúncia, Erica teria confirmado envolvimento no crime, dizendo que agiu em conjunto com um homem e uma mulher, sendo que os itens foram vendidos depois. A mulher afirmou, na época, que o grupo estava em sua casa usando drogas, quando todos resolveram ir até o local para cometer o furto. Eles teriam vendido os itens para os vizinhos de Erica e usado o dinheiro da comercialização para comprar mais drogas.
Erica tinha passagens por furto, roubo majorado, perturbação da tranquilidade, lesão corporal, ameaça e dano qualificado.
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(Revisão: Nichole Munaro)








