O número de vítimas de homicídios no município de Nova Andradina, a 298 quilômetros de Campo Grande, saltou de um caso, no ano passado, para 19 casos em 2026. A disparada na quantidade de mortes representa um aumento de 1800%.
Conforme levantamento feito pelo Jornal Midiamax, os municípios de Costa Rica e Aral Moreira aparecem na segunda e terceira posição, respectivamente, na lista de cidades que mais tiveram aumento de mortes decorrentes de homicídio em 2026.
Em Costa Rica, o número de vítimas passou de uma, em 2025, para dez pessoas em 2026. Em Aral Moreira, foram cinco mortes em 2026, contra uma no ano passado.
Os dados são oriundos da Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de MS) e mostram um crescimento expressivo da violência letal em diferentes regiões do Estado. As informações se referem a vítimas de homicídio e não à quantidade de casos registrados, já que uma ocorrência pode contabilizar mais de um óbito.
Para análise, foram utilizados apenas dados de janeiro a setembro de cada ano. A escalada de mortes em Nova Andradina resultou, somente em 2026, em mais vítimas de homicídio do que a soma dos seis anos anteriores. Entre 2020 e 2025, foram contabilizadas 15 mortes, uma média de 2,5 por ano. Já neste ano, a cidade teve 19 vítimas, número 7,6 vezes superior à média anual do período.
Nova Andradina e Costa Rica
Em Nova Andradina e Costa Rica, por exemplo, o número de vítimas de homicídios em 2026 supera todos os registros anuais apresentados desde 2019.
Em 2019, Costa Rica não registrou vítimas de homicídio, conforme a Sejusp-MS. Já em 2026, foram contabilizados dez óbitos, contra apenas um em 2025, um aumento de 900%.
Aral Moreira
Em Aral Moreira, na região de fronteira, os registros de vítimas passaram de um para cinco, representando crescimento de 400%. Apesar do aumento, o município já havia contabilizado números superiores em anos anteriores, chegando a seis homicídios em 2021 e 2023.
Outras regiões
Outras cidades também tiveram aumentos significativos de pessoas mortas em crimes contra a vida. Em Itaquiraí, as vítimas de homicídios passaram de uma para cinco, uma alta de 400%. Maracaju teve nove mortes em 2026, contra duas no ano anterior, registrando um crescimento de 350%.
Anastácio e Cassilândia registraram aumentos de 300%. No primeiro município, as mortes passaram de uma para quatro, enquanto, em Cassilândia, saltaram de dois para oito óbitos.
Três Lagoas também registra forte crescimento
Seguindo a mesma tendência de Nova Andradina, Três Lagoas saltou de cinco para 18 mortes por homicídio. A cidade está entre os municípios mais populosos do Estado e registrou, em 2026, o maior número de vítimas de homicídio de toda a série histórica apresentada, iniciada em 2019. O município chegou a contabilizar 14 vítimas em 2021.
Conforme os dados da Sejusp-MS, Paranaíba também teve aumento no número de casos, passando de duas para seis vítimas de homicídio, enquanto Coxim registrou dez mortes, o dobro das mortes contabilizadas em 2025.
Sidrolândia registra 14 homicídios
Em Sidrolândia, o número de vítimas de homicídios passou de nove em 2025 para 14 em 2026, um crescimento de 56%. O município já havia registrado 14 mortes em 2022 e voltou a apresentar números elevados em 2024, quando foram contabilizados dez casos.
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(Revisão: Nichole Munaro)







