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Polícia

Militar do Exército que matou vigilante no trânsito de Campo Grande continuará preso

Vigilantesaía do trabalho e seguia na região central de Campo Grande
Diego Alves -
Após atingir motociclista, caminhonete derrubou árvore e parou em estacionamento de clínica médica. (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

A Justiça negou o pedido de liberdade feito pela defesa do militar do Exército de 22 anos que, embriagado, matou vigilante Miriam Rosa Matos, que saía do trabalho e seguia na região central de .

A decisão do Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, publicada no sistema nesta quinta-feira (25) informa que: “Declaro prejudicado o requerimento de revogação de prisão cautelar feito pelo investigado, pois protocolado antes da audiência de custódia que decretou a sua prisão preventiva”.

A defesa do militar entrou com habeas corpus no domingo (21). Ele está preso desde sábado (20), quando conduzia uma caminhonete S10 embriagado e atingiu a vigilante.

No pedido, a defesa alegou que o militar do Exército possui bons antecedentes, ocupação lícita, endereço fixo, família regularmente constituída e é réu primário.

Acidente

A vigilante tinha 44 anos e retornava do trabalho em sua motocicleta quando foi atingida pela caminhonete S10, conduzida pelo militar, no cruzamento das ruas com a Padre João Crippa às 6h24 da manhã.

Embriagado, o teste de bafômetro resultou em 0,42 mg/L de álcool por litro de ar alveolar expelido. Miriam seguia pela Rua Padre João Crippa em direção à Rua Maracaju. O militar, que estava na Rua Maracaju sentido Avenida Presidente Ernesto Geisel, dirigia em alta velocidade.

Após ser atingida pela Chevrolet S10, Miriam foi lançada da moto, morrendo ainda no local. Já o condutor da caminhonete, que estava com um amigo, perdeu o controle do veículo após a colisão e bateu em uma árvore. A caminhonete foi parar no estacionamento de uma clínica médica.

Logo após a colisão fatal, o militar foi flagrado por testemunhas no chão e sendo consolado por um rapaz, possivelmente amigo dele. Aos prantos, ele dizia: “Eu matei alguém […] isso não tem perdão”. Enquanto o rapaz lhe abraçava, o militar pedia “me solta”.

Porém, em um vídeo feito por um amigo, já na delegacia, chegou a fazer um deboche, dizendo: “Diário de um detento”, fazendo menção ao rap que retrata a realidade do sistema carcerário no Brasil. (veja o vídeo abaixo)

Vítima pilotava uma Yamaha Factor 150. (Foto Marcos Ermínio, Midiamax)

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