Corumbá — município da região oeste de Mato Grosso do Sul — vive clima de terror nesta quarta-feira (1º) depois do confronto que terminou com a morte do soldado da PMMS (Polícia Militar de MS) Marcelo Pimenta, na noite de terça (30). A segurança foi totalmente reforçada na cidade.
Mesmo assim, moradores temem novos confrontos com agentes de segurança pública. Policiais militares de Campo Grande, principalmente do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e do BPChq (Batalhão de Polícia de Choque), estão a caminho do município, a 429 km da Capital.
Em grupos de WhatsApp na cidade, moradores receberam a orientação de ficar em casa enquanto os policiais estão na caçada aos criminosos. Pais e responsáveis também receberam conselho de não levar as crianças para as escolas.
A situação é idêntica em Ladário, cidade vizinha a Corumbá, onde os habitantes também se recolhem em casa e fecham comércios, temendo confrontos entre suspeitos e militares.
Até mesmo o comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes, foi para o município para acompanhar a operação de busca aos suspeitos. Um deles já foi morto em confronto.
“A Polícia Militar está em constante formação, sempre estudando. O que acontece é que os criminosos resolveram reagir às ações dos militares e aí acontecem esses confrontos. Se eles quiserem confrontar, a PMMS está preparada para reagir”, disse o coronel.
Horas após a morte do policial militar, criminosos ostentaram um fuzil de calibre 5.56 nas redes sociais em tons de ameaça. Questionado, o comandante-geral da PMMS disse que são vídeos antigos que circulam nas redes e são replicados em momentos como esse.
O soldado Marcelo Pimenta atuava em uma ocorrência de invasão à residência, supostamente motivada por disputa de facções, quando foi atingido por tiro de fuzil. Ele morreu horas depois no hospital.
Marcelo estava há 10 meses na Polícia Militar. O sonho do soldado era vestir a farda da PM, como relatou um amigo ao Midiamax.
Confronto
Antes do confronto, três homens armados foram até uma casa no município de Ladário em um veículo Fiat Argo, ocasião em que atiraram contra um casal, que se escondeu em um carro blindado. O atentado foi registrado por câmeras de segurança.
Equipes do Getam (Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico) do 6º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Corumbá foram acionadas e iniciaram diligências. Quando a equipe tentou abordar os atiradores na Rua Tótico de Medeiro, o policial Marcelo foi atingido por um tiro de fuzil.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o militar está na motocicleta e é atingido pelo disparo. Ele caiu ao chão, foi socorrido pelos colegas de farda e encaminhado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.
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(Revisão: Nichole Munaro)









