Gabriel Gomes, de 24 anos, atingido com um tiro na cabeça em Cassilândia, a 430 quilômetros de Campo Grande, morreu no hospital de Três Lagoas na tarde de segunda-feira (31).
O jovem estava internado desde domingo (30), quando foi atingido na cabeça por um tiro enquanto aguardava ser atendido em uma padaria na Vila Izanópolis. Ele foi socorrido por uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde, encaminhado à Santa Casa de Misericórdia e transferido para Três Lagoas, mas não resistiu aos ferimentos, segundo o Programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca.
No dia seguinte ao crime, dois membros do CV (Comando Vermelho) foram presos em uma residência e a arma foi apreendida pela polícia. Agora, o caso que era tratado como tentativa de homicídio passa a ser investigado como homicídio.
Envolvimento de faccionados
À polícia, Nicolas Gabriel dos Santos da Silva, de 20 anos, confessou participação na tentativa de homicídio contra Gabriel. Ele também confirmou o envolvimento de Erivelton Batista Cipriano de Sousa, de 30 anos, no crime.
Na ocasião, Nicolas declarou ser integrante da facção criminosa Comando Vermelho e disse que sua função seria a prática de homicídios dentro da organização. Ele confessou ainda a participação em outro crime, o homicídio de Gustavo Lochiavo, de 29 anos, morto em julho deste ano, em Cassilândia.
A prisão de Nicolas e Erivelton aconteceu depois da polícia receber denúncias sobre a motocicleta utilizada no crime contra Gabriel. Agentes chegaram até uma residência e encontraram Nicolas sentado em frente ao imóvel, enquanto Erivelton estava dentro da casa.
Inicialmente, nas investigações, Nicolas chegou a ser confundido com o alvo da tentativa de homicídio que vitimou Gabriel. Mas a investigação mudou de direção e ele confessou participação no crime.
Na residência onde estavam os suspeitos, a polícia apreendeu um revólver calibre 38, com seis munições, outras 17 munições calibre 38, maconha, cocaína, uma faca, três celulares e a motocicleta utilizada no crime.
De acordo com o boletim de ocorrência, a residência já havia sido alvo de denúncias de tráfico de drogas.
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(Revisão: Nichole Munaro)







