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Operação da PF mira investimentos no Master já recuperados por Campo Grande

Decisão que autorizou operação também derrubou sigilo bancário e fiscal de investigados
Vinicios Araujo -
Operação da PF mira investimentos no Master já recuperados por Campo Grande
Viatura da PF em frente ao IMPCG, alvo de operação nesta terça-feira (25). (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25), em (MS), a Operação Presciência. A ação investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de R$ 1,2 milhão do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) em títulos podres do Banco Master.

A Justiça Federal expediu seis mandados de busca e apreensão e autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. As ações atingiram a sede da SAS (Secretaria de Assistência Social de Campo Grande) e o IMPCG, nesta manhã (25).

Segundo apurou o Jornal Midiamax, os agentes chegaram à secretaria nas primeiras horas do dia e foram diretamente à sala da titular da pasta, a vice-prefeita Camilla Nascimento, que à época das contratações dos títulos do Banco Master respondia pela direção do instituto previdenciário. A casa dela também foi alvo da ação nesta terça-feira.

Segundo apurou a reportagem, celulares foram apreendidos pelos agentes.

Agentes da PF apreenderam celulares. (Foto: Divulgação/PF)

De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou a partir de um relatório da Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social, vinculado ao Ministério da Previdência Social.

O documento apontou que servidores públicos municipais ignoraram normas técnicas e administrativas ao aprovar a compra de Letras Financeiras. Segundo a corporação, a decisão expôs o patrimônio destinado ao pagamento de aposentadorias e pensões a riscos financeiros.

A 3ª Vara Federal de Campo Grande autorizou as medidas cautelares. Os suspeitos são investigados pelos crimes de gestão temerária, corrupção ativa e corrupção passiva.

Situação dos recursos dos servidores e aposentados

A instituição chefiada por Daniel Vorcaro recebeu os investimentos milionários do IMPCG. O Banco Central decretou a liquidação da empresa em 2025 devido à falta de liquidez para pagar os investidores.

A Polícia Federal e outras autoridades investigam a instituição por fraudes que somam R$ 12 bilhões. O fundador do banco cumpre prisão preventiva desde março deste ano, após tentar fugir do país em novembro de 2025.

Para evitar a perda de R$ 1,2 milhão, o IMPCG acionou a Justiça Federal e obteve uma decisão favorável para a compensação de créditos.

O diretor-presidente do instituto, Marcos Tabosa, afirmou, em março deste ano, que o valor principal e os rendimentos de R$ 227 mil estão totalmente assegurados sob proteção judicial.

A recuperação do dinheiro ocorreu por meio do sequestro de repasses que a Prefeitura de Campo Grande faria ao banco.

O bloqueio reteve R$ 1,43 milhão referentes a parcelas de empréstimos consignados, descontados mensalmente na folha de pagamento dos servidores municipais.

Este montante foi depositado em uma conta jurídica. O município aguarda a conclusão dos trâmites legais para a liberação definitiva dos recursos ao caixa do instituto previdenciário.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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