A região onde Severino Sanches Insabral, de 44 anos, foi espancado até a morte na Vila Popular, em Campo Grande, foi descrita como perigosa por um dos moradores. O catador de recicláveis foi perseguido e espancado na noite de quarta-feira (15). Ele sofreu traumatismo craniano e teve perda de massa encefálica.
Antes do crime, Severino teria sido acusado de ser ladrão. Ele tentou fugir dos agressores pulando muros e invadindo casas, mas foi alcançado pelo trio e espancado com um pedaço de madeira.
Ao Jornal Midiamax, um aposentado que mora na região disse que estava dormindo na hora do crime. Contudo, acordou ao perceber que sua esposa se levantou da cama.
“Quando acordei, minha esposa já tinha se levantado porque ouviu um barulho na frente de casa, que indicava que a polícia e o bombeiro estavam chegando. É um bairro que não se pode facilitar. É bom para morar, mas à noite é perigoso”, relatou.
O aposentado explicou que achou um absurdo o assassinato de Severino. “É um absurdo isso aí [espancar a vítima até a morte], porque a pessoa pode ser o que for, mas tem a Justiça, tem a polícia, tem que chamar a polícia para pegar”, opinou.
Outra moradora da Vila Popular, uma dona de casa, comentou à reportagem que ouviu o barulho da equipe policial chegando. Diferentemente do aposentado, ela afirma que o bairro é tranquilo e que o assassinato ocorrido na noite de quarta-feira (15) teria sido um episódio isolado.
“Quando eu acordei, eu só vi o farol da polícia e mais nada. Está tranquilo [o bairro]. É um fato isolado, realmente. Dá uma sensação ruim, né? Pois a gente não espera que isso aconteça!”, comentou.

Assassinato
De acordo com o registro policial, Severino estava andando na rua com uma carriola quando três motociclistas e um carro se aproximaram. Um dos ocupantes do carro gritou: “Ladrão”.
Ao escutar, Severino teria invadido casas e pulado muros. Segundo testemunhas, a vítima acabou caindo em uma casa, momento em que os moradores a tiraram do imóvel. Em seguida, os ocupantes do carro e o motociclista abordaram Severino e começaram a agredi-lo com um pedaço de madeira. Durante as agressões, o grupo revezava para bater na vítima.
O grupo só foi embora quando percebeu que a vítima estava inconsciente e com o rosto deformado.
Diante dos fatos, equipes da 5ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), a Polícia Civil, juntamente com o GOI (Grupo de Operações e Investigações), e a perícia foram acionadas. Até o momento, nenhum autor foi localizado.
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(Revisão: Nichole Munaro)









