Um dos pilotos do helicóptero apreendido na zona rural do distrito de Anhanduí, em Campo Grande (MS), neste sábado (25), receberia 20 mil dólares para levar 345 kg de cocaína até o interior de São Paulo. Já o outro piloto, que também estava na aeronave, receberia 30 mil reais pelo mesmo serviço.
No entanto, o esquema foi desmantelado em ação conjunta de policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) com a CGPA (Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo), que interceptou o helicóptero foi na Capital de MS e prendeu os dois pilotos, de 36 e 63 anos, em flagrante.
A ação teve início quando uma equipe do DOF realizava patrulhamento na zona rural da cidade de Maracaju (MS) e avistou a aeronave, modelo Robinson R66, voando em baixa altitude, vinda da região de fronteira. A situação levantou suspeitas e motivou o acionamento da aeronave Harpia, do DOF, que localizou o helicóptero.

Após checagem com órgãos competentes, ficou constatado que a aeronave estava com o transponder desligado e não possuía registro de voo junto ao controle de tráfego aéreo. A equipe policial então fez a aproximação aérea e os ocupantes logo pousaram o helicóptero em uma propriedade rural na região do distrito de Anhanduí, em Campo Grande.
Durante a abordagem, os policiais verificaram que o prefixo da aeronave havia sido adulterado com um adesivo para ocultar sua verdadeira identificação. Na vistoria foram encontrados 191,6 quilos de cloridrato de cocaína e 154,2 quilos de pasta-base de cocaína, totalizando 345,8 quilos de entorpecentes.
Também foram apreendidos uma antena de internet via satélite Starlink, sete aparelhos celulares, um tablet e dinheiro.

Em depoimento, os dois pilotos relataram ter recebido a proposta para levar a droga da região de Bela Vista até o interior de São Paulo. Conforme informaram, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai. Um dos envolvidos afirmou que receberia US$ 20 mil pelo transporte, enquanto o outro receberia R$ 30 mil.
Os autores e os materiais apreendidos, avaliados em R$ 31,4 milhões, foram encaminhados à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), na cidade de Dourados (MS).
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