Defesa do policial civil, Douglas Tobias, que teve um veículo Ford Mustang Shelby GT500, aprendido durante a Operação Ifrit, deflagrada nesta quarta-feira (04), falou sobre à evolução patrimonial do servidor. Conforme o advogado de defesa, o policial, junto com a esposa que é médica, possui uma empresa de móveis com grande procura na cidade. O veículo foi apreendido na casa de luxo do policial, localizada em um condomínio de Campo Grande.
“A evolução patrimonial de Douglas Tobias já é comprovada na Operação Infiltrados e, com absoluta certeza, também ficará comprovada na Ifrit, pois não se trata de um policial que possui veículo e casa de alto valor. Douglas e sua esposa, uma médica reconhecida na profissão, têm uma empresa de móveis com grande procura na cidade”, disse o advogado Luiz Renê.
A megaoperação foi deflagrada pela PF (Polícia Federal) em conjunto com a Receita Federal do Brasil. O policial civil já havia sido denunciado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) após ser alvo da Operação Infiltrados, que investiga um esquema que desviava drogas apreendidas pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).
Já a Operação Ifrit, feita nesta quarta (4) investiga organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de policiais civis, policiais militares de Mato Grosso do Sul e um PRF (Policial Rodoviário Federal).
“Importante destacar que Douglas Tobias, na Operação Infiltrados, obteve ontem uma importante vitória com a revogação de uma prisão preventiva agora reconhecidamente injusta pela Justiça. Na Operação Ifrit, deflagrada hoje, acompanhamos a busca e apreensão cumprida regularmente, mas ainda não tivemos acesso aos autos do inquérito, logo não temos condições de manifestar sobre o mérito do caso”, disse o advogado.
Grupo criminoso é alvo de operação em 7 estados
A Operação Ifrit cumpriu 76 mandados judiciais, sendo 25 deles de prisão, e é realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Três policiais civis foram afastados das funções.
A PF investiga a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de policiais civis e militares e um PRF.
O grupo é investigado pelos crimes de tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e delitos violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. Eles usavam armas, estruturas de apoio e carros blindados para exercer o controle territorial e intimidar rivais.
As investigações revelaram que o grupo atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, com ramificações em outros estados. As drogas e as armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo as redes de distribuição no Brasil e as rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.
Confira o nome dos presos em MS:
Adel Hassan Haidar;
Maroan Fernandes Haidar Ahmed;
Adule Vásques Haidar;
Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa;
Mamede Alhaj Haidar;
Fahd Haidar;
Renan Braian Garcia Presotto;
Bruno Banega;
Brendo Banega Pereira.
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