A dupla presa pelo Batalhão de Choque no dia 17 de agosto, suspeita de envolvimento na morte de um adolescente de 14 anos no Jardim Noroeste, nega envolvimento nas recentes execuções e até na carbonização do corpo de Alex de Souza Maldonado, ocorridas em Campo Grande. Os rapazes se apresentaram no começo da tarde desta terça-feira (15) na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, na presença do advogado Willian Frata.
Em menos de 24 horas, Campo Grande registrou duas mortes na mesma região. A primeira, na noite de segunda-feira (14), foi o adolescente de 17 anos, no Parque do Lageado, e a segunda, o corpo encontrado carbonizado na região da Comunidade Homex durante a manhã desta terça-feira.
Após a ampla divulgação dos casos, a dupla suspeita de ter executado o adolescente no Jardim Noroeste foi apontada como responsável pelas duas últimas mortes na capital e pela execução de Kauan Felipe Florência de Almeida, ocorrida no dia 6 de setembro no bairro Taquarussu.
Em contraversão, no começo da tarde, os suspeitos, na companhia do advogado, se apresentaram na Depac Cepol e na DHPP (Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa), para negar qualquer tipo de envolvimento nos crimes.
Conforme a defesa, a suspeita pode ser devida ao modo operandi. “Eles vieram para negar a autoria. Vieram se apresentar porque as reportagens começaram a sair dizendo que eram eles. Acredito que deve ter alguma semelhança na maneira de atuar; negam autoria; não conhecia”, explicou o advogado.
Entenda
Um adolescente, de 17 anos, foi executado a tiros na noite de segunda-feira (14), no bairro Parque do Lageado. Ele teria se envolvido em uma briga horas antes de ser morto com vários tiros, principalmente na região do rosto.
Já na manhã desta terça-feira (15), o corpo de Alex de Souza Maldonado, de 22 anos, foi encontrado carbonizado em uma comunidade no Jardim Centro Oeste. Ele teria sido assassinado durante a madrugada, por volta das 3h, quando os criminosos teriam incendiado o barraco que desabou sobre ele.


Horas antes do assassinato de Alex, uma equipe do Batalhão de Choque da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) havia ido até o local em busca do autor da execução do adolescente, de 17 anos, ocorrida na noite anterior no Lageado.
Com isso, a reportagem do Jornal Midiamax apurou que a suspeita inicial era de que os autores da execução do adolescente no Parque do Lageado seriam os mesmos que assassinaram Alex na comunidade.
Outros dois assassinatos
Ainda, a mesma dupla teria sido apontada inicialmente pela execução de Kauan Phelipe Florêncio de Almeida, de 21 anos, ocorrida na noite de 6 de setembro. E também, na execução do adolescente de 14 anos, no Jardim Noroeste, agosto.
No dia seguinte, a dupla foi presa pelo Batalhão de Choque no dia 17 de agosto, após ser flagrada com arma e munições. Entretanto, ganharam liberdade provisória durante audiência de custódia ocorrida no dia 18.
Na decisão que resultou na soltura dos suspeitos, o juiz Francisco Soliman disse que “não há elemento concreto e suficiente para a prisão em flagrante”. Dessa forma, o magistrado também reconheceu “a ilegalidade da prisão preventiva”.
Confira vídeo da execução do Noreste:
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