O segurança de 27 anos, suspeito de matar o ajudante de pedreiro Felipe Taykon Oao de Andrade no salão de uma igreja de Camapuã, a 134 quilômetros de Campo Grande, teve a prisão preventiva decretada.
Felipe foi agredido na madrugada do último sábado (20) após ser agredido durante a comemoração ao jogo do Brasil no salão. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Preso em flagrante, o segurança foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil e sua defesa entrou com pedido de liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares.
No domingo (21), o suspeito passou por audiência de custódia e o Poder Judiciário entendeu que a materialidade delitiva está evidenciada e os indícios de autoria recaem sobre o segurança.
“O fumus comissi delicti, portanto, encontra-se presente. Quanto ao periculum libertatis, verifica-se que a gravidade concreta da conduta revela risco à ordem pública. Trata-se de homicídio consumado, ocorrido em ambiente público e com emprego de atos de violência, durante evento com grande circulação de pessoas, o que justifica, ao menos nesse momento, a prisão cautelar. Presente, também, o perigo gerado pelo estado de liberdade”, diz trecho da decisão.
Assim, a prisão foi convertida em preventiva e o segurança encaminhado ao sistema prisional.
Assassinato
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da Polícia Militar foi acionada pela chefe de segurança. Aos militares, ela informou que um dos colaboradores se envolveu em uma briga e havia levado a vítima para o hospital municipal da cidade.
Durante as diligências, os militares foram informados de que a vítima chegou ao local sem sinais vitais. Os médicos realizaram as manobras de ressuscitação, mas Felipe não respondeu aos estímulos.
No hospital, o suspeito afirmou aos policiais que trabalhava como segurança no evento. Em seu depoimento, ele relatou que Felipe e outros dois homens teriam tentado agredir seu primo.
Segundo a versão apresentada pelo segurança, ele interveio para defender o familiar e acabou desferindo um golpe contra Felipe. O rapaz desmaiou e, em seguida, ele o levou para o hospital.
A versão foi contestada por amigos da vítima. À polícia, os rapazes disseram que o segurança tentou acertar um outro envolvido, que conseguiu se desvencilhar. Contudo, o segurança teria desferido um soco no rosto da vítima, que caiu no chão. Ainda de acordo com os relatos, o suspeito teria chutado a cabeça de Felipe, o que fez com que ele perdesse a consciência.
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