Cristhian Thomas Vieira, conhecido como “Tio Doni”, preso em novembro de 2025, em Uberlândia, e cumprindo pena na Gameleira I, em Campo Grande, é apontado como líder do esquema que movimentou mais de R$ 4 milhões em cocaína.
As investigações avançaram depois da prisão de Cristhian, e segundo a PF, ele era investigado por integrar uma estrutura criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Quando preso, ele também era suspeito de participação no planejamento de um ataque contra um juiz.
Durante a operação que levou ‘Tio Doni’ à prisão, uma arma de fogo teria sido jogada pela janela do apartamento onde ele estava. Os policiais também apreenderam um celular que teria sido danificado durante a ação. Na época, ainda foram apreendidos uma pistola calibre .380, 13 munições, quatro celulares e três veículos de luxo avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão.
Academia alvo da operação
Nesta quinta-feira (8), entre os locais investigados está uma academia em Nova Ponte, no Triângulo Mineiro. Segundo a Ficco, o estabelecimento pertenceria a um dos investigados em sociedade com o sogro e teria sido utilizado para lavar dinheiro obtido com atividades criminosas.
Durante as buscas, foram apreendidos dinheiro em espécie, carros de luxo e um celular queimado. A Justiça também determinou o sequestro, arresto e bloqueio de ativos de até R$ 7,85 milhões. A medida atinge sete pessoas físicas e três empresas, além de veículos e outros bens.
Como o grupo atuava
De acordo com a investigação, a organização possuía núcleos com funções diferentes. Um deles seria responsável pela logística do tráfico, incluindo transporte e distribuição das drogas. Outro atuaria na parte financeira e patrimonial, utilizando contas bancárias, empresas e bens registrados em nome de terceiros.
A apuração aponta ainda que o grupo teria ligação com o transporte de cocaína proveniente da Bolívia, que seria distribuída no Brasil.
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