A 1ª Vara Criminal e Juiz das Garantias de Naviraí concedeu liberdade provisória ao vereador por Ponta Porã, Dionaldo Morinigo, de 49 anos, preso em flagrante na noite do último 18, uma sexta-feira, na cidade, por conduzir veículo com sinais de embriaguez e fugir do acidente, além de ameaçar e desacatar um policial.
Na decisão publicada nesta terça-feira (29) consta que o legislador terá que utilizar tornozeleira eletrônica. Dionaldo chegou a passar por audiência de custódia no dia 20 deste mês, mas teve a liberdade negada.
Relembre o que aconteceu
De acordo com o boletim de ocorrência, um policial conduzia seu veículo pela Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. Na altura do cruzamento com a Avenida Heliodoro Salgueiro, ele presenciou a caminhonete Toyota Hilux, conduzida pelo vereador em alta velocidade, passando por uma lombada e batendo na lateral de uma picape, dirigida pelo adolescente.
Na ocasião, o condutor teria se evadido em direção à Vila Renault. Assim, o policial que flagrou o acidente começou a acompanhar o vereador e o abordou aproximadamente 2 quilômetros depois, na Rua Urumbela.
Após receber ordem para desembarcar, o parlamentar teria saído da caminhonete sem acionar o freio de estacionamento, fazendo com que ela descesse e batesse na traseira do carro do policial.
No domingo (20), o vereador passou por audiência de custódia e teve a prisão decretada.
Tentativa de suborno em abordagem
Logo que o policial parou e se identificou, o condutor teria se identificado como agente de segurança pública. Ele afirmou que estava armado e teria ostentado a arma de fogo. O policial teria pedido que o vereador entregasse a arma, mas o parlamentar negou, alegando que o agente “não era nada”. Em seguida, o condutor afirmou ser bombeiro e vereador, além de possuir parentesco com uma figura política da cidade.
Ainda no local, o vereador teria questionado se havia uma forma de “resolver ali”, sem envolver órgãos policiais, por pertencerem à mesma corporação. Então, o policial informou que o apoio já havia sido acionado e que deveriam aguardar no local.
Com a chegada da PM e da Guarda Municipal, as equipes tentaram novamente convencer o vereador a entregar a arma, momento em que ele teria passado a negar o porte. Ele ainda teria proferido xingamentos e ameaças ao policial no local, afirmando que iria “pegá-lo depois”.







