Um executor, de 25 anos, receberia R$ 10 mil para matar o jovem, de 22 anos, baleado com vários disparos na noite da última sexta-feira (14). A vítima sobreviveu ao atentado encomendado pela facção rival nas proximidades da Avenida Mato Grosso do Sul, na região da Esplanada, em Chapadão do Sul, a 330 km de Campo Grande.
Segundo as informações da Polícia Civil, durante a noite de sexta-feira, o jovem estava próximo de um carro quando foi surpreendido por um indivíduo que chegou de moto e desferiu vários tiros em sua direção. Em decorrência do atentado, ele foi gravemente ferido em várias regiões do corpo.
Devido à gravidade dos ferimentos, o jovem precisou ser encaminhado para atendimento médico. Durante o atentado, uma outra pessoa, de 25 anos, também foi atingida.
Após ser identificado pela Delegacia de Polícia de Chapadão do Sul, o suspeito, de 22 anos, foi preso em uma casa no bairro Esplanada IV. Uma pistola CZ, com numeração suprimida, utilizada na tentativa de homicídio, foi apreendida escondida, enrolada em uma camiseta no quintal do local.
Disputa de organizações criminosas
Ao ser preso, o suspeito confessou a autoria dos disparos, no entanto, apresentou informações que apontam para um possível planejamento prévio do crime e eventual relação com uma disputa entre organizações criminosas.
Para a polícia, ele mencionou ter sido recrutado por pessoas que se identificavam como integrantes de uma organização criminosa e disse ter recebido a missão de matar o jovem, apontado por essas pessoas como integrante de um grupo rival.
Assim, para cometer o crime, ele recebeu uma motocicleta, um capacete, uma arma e munições. Além disso, teria sido prometido o pagamento de R$ 10 mil pela morte da vítima.
Segundo a polícia, o encontro teria sido provocado pelo suspeito. Isso porque ele teria simulado interesse na compra de entorpecentes para atrair a vítima ao local previamente combinado e, quando ela se virou, efetuou os disparos com a intenção de matá-la.
Ainda, durante o depoimento, o suspeito forneceu informações sobre outros indivíduos que teriam participado do planejamento ou dado suporte à ação, incluindo uma pessoa que, em tese, teria atuado como “olheiro”, acompanhando a movimentação da vítima e auxiliando na fuga após o crime.
Agora, as investigações seguem em andamento, para identificar todos os possíveis envolvidos, esclarecer a origem da arma e da motocicleta utilizadas na ação e verificar eventual participação de organização criminosa.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








