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Política

Com 13 feminicídios em 6 meses em MS, Lula desafia prefeito a criar pacto pelas mulheres

No Estado, 13 mulheres tiveram a vida interrompida por feminicídio em diferentes cidades em 2026
Dândara Genelhú -
lula presidente luiz feminicídios MS
Lula durante agenda em Ponta Porã. (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

Mato Grosso do Sul registrou 13 feminicídios nos seis primeiros meses de 2026. Durante agenda em , o presidente Lula (PT) comentou sobre caso de outro estado e deixou desafio para o prefeito de MS: “Crie o pacto das mulheres”.

A sugestão de Lula é que Ponta Porã crie um plano municipal de enfrentamento ao feminicídio. O desafio foi deixado por Lula ao prefeito Eduardo Campos (PSDB) durante a entrega de títulos de regularização fundiária. “Quero que você crie o pacto das mulheres aqui em Ponta Porã”, disse o presidente.

Ao Midiamax, o prefeito disse que recebe com responsabilidade o pedido de Lula. “Presidente me deu esse desafio. Está nas nossas mãos”, destacou.

Assim, pontuou que o município já possui algumas medidas de enfrentamento à violência contra a mulher, entre elas, o Grupo Binacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, citou o prefeito.

“Atende mulheres brasileiras e paraguaias”, destacou Campos sobre o grupo. Além disso, o município terá uma Casa da Mulher Brasileira. O projeto está em fase de implementação em Ponta Porã.

Feminicídios em MS

Nos seis meses de 2026, Mato Grosso do Sul registrou 13 feminicídios, sendo a última vítima Maria do Carmo de Souza, de 66 anos, encontrada morta dentro de casa com sinais de violência. O caso aconteceu na área rural de .

A vítima apresentava ferimentos provocados por faca. De acordo com o Sigo Estatística, a idosa é a 13ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2026.

Além de ex-companheiro, o suspeito era vizinho da vítima. Ele chegou a ligar para o filho de Maria afirmando que a encontrou morta, coberta por uma manta e com grande quantidade de sangue ao redor.

O filho pediu que ele acionasse a polícia. Aos militares, o homem sustentou a versão de que havia encontrado a mulher horas após ter escutado uma discussão entre ela e um homem. No entanto, imagens de câmeras de segurança o indicaram como principal suspeito do crime.

As imagens analisadas pela polícia mostram o momento em que o suspeito vai até a residência da vítima com um facão. Pouco depois, ele retorna com a arma branca com grande quantidade de sangue na lâmina.

📍 Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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