O Debate Midiamax 2026 começou com a apresentação da mediadora, jornalista Cecília Flesch, às 20 horas no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul). Com transmissão ao vivo em todas as redes, o debate começou com perguntas de tema livre.
No bloco inicial, os candidatos sorteados tiveram 30 segundos para formular perguntas de tema livre, enquanto o que respondia tinha 1 minuto e 30 segundos. Depois, aquele candidato que formulou a pergunta tinha 45 segundos para réplica e o outro mais 45 segundos para a tréplica.
Sorteio
O primeiro candidato sorteado para formular perguntas foi Renato Gomes (DC), para Fábio Trad (PT). O candidato perguntou sobre prisões e corrupção no atual governo. Fábio Trad respondeu dizendo que o governo enfrenta uma “corrupção generalizada”. Renato Gomes fez apelo à população de MS e apresentou sua candidatura.
Na tréplica, Fábio Trad destacou a sobrecarga de trabalho que a Polícia Militar enfrenta e que organizações criminosas estariam dominando o estado.
Depois, foi a vez de Jeferson Bezerra (Agir) perguntar a Eduardo Riedel (PP). Jeferson questionou sobre o salário dos professores, alegando que ele não priorizou a valorização dos servidores. O governador respondeu falando sobre concurso que foi aberto para ter professores concursados.
Na réplica, Jeferson pontuou que a situação dos professores continua igual. “Sendo reeleito, tem que mudar essa situação”, afirmou. Na tréplica, Riedel afirmou que há concurso e que os professores terão oportunidade para serem estatutários.
Terceira rodada
Na terceira rodada, Eduardo Riedel (PP) fez a pergunta para Jeferson Bezerra (Agir). Na pergunta com tema livre, perguntou sobre segurança pública, ressaltando que o Estado está localizado em região de fronteira com Bolívia e Paraguai.
“Temos situação de fronteira, de 1.365 km, de fronteira praticamente seca. Quais propostas efetivas práticas o senhor daria para o combate ao tráfico e crime organizado diante dessa situação?”. Jeferson citou a necessidade de cuidar dos policiais. “Saem de casa sem saber se vão voltar”, pontuou.
Bezerra ainda falou sobre fortalecer as delegacias e a Polícia Civil. Na réplica, Riedel pontuou que o Estado possui número de profissionais da segurança pública acima da média brasileira e ressaltou que há concurso da Polícia Civil em andamento.
A quarta pergunta ficou a cargo de Delcídio Amaral (PRD) para Renato Gomes (DC). Delcídio questionou o que Renato faria sobre a cultura, lazer, esporte e turismo no estado. Renato pediu intervenção divina de Nossa Senhora Aparecida e Carlos Acutis.
Quinta rodada
João Henrique Catan (Novo) fez a pergunta para Daniel Lemes (PCO). Catan questionou sobre asfalto. Daniel Lemes respondeu ser uma vergonha estar em Mato Grosso do Sul, visitando Campo Grande pela quantidade de buracos no asfalto. “A gente pode perceber os buracos que ficaram como legado desse desgoverno que quer ir pra mais quatro anos. Até lá, vai virar uma moçoroca a cidade de Campo Grande, cidade que deveria ser exemplar. Sabe o que é isso? O desvio de verba descarado que existe dia e noite neste desgoverno prestado para Mato Grosso do Sul. Isso é uma vergonha para os eleitores. Vamos fazer alguma coisa por Mato Grosso do Sul e não votar nesse governo que está afundando o estado”.
Na réplica, Catan disse ter projeto para criar uma agência estadual de mineração para produzir o asfalto para ter pedreiras estaduais de minerais e entregar asfalto mais barato à população. “Teremos usina de concreto e asfalto e vou ter empresa pública para termos maquinários públicos sem empreiteiro e ajuizar ações de empresas que não entregaram asfalto de qualidade”.
Na rodada seguinte, a pergunta se inverteu e Daniel Lemes questionou Catan. Em sua pergunta, afirmou que a população indígena convive com uma violência descarada durante o governo de Eduardo Riedel e perguntou se Catan, eu seu governo “continuará matando a população indígena”.
Em resposta, Catan afirmou: “Nos temos uma política integrativa aos indígenas, direito de produzir acesso a incentivos fiscais e produzir nas t erras e propriedades nas terra originarias, o mesmo beneficio que recebe JBS, Inpasa, Bracel, qual indígena não quer vir aqui e chamar pelo aplicativo o Uber, ter uma escola de qualidade, é direito explorar a sociedade de vocês, temos os piores índices do país, essa é uma preocupação, é para de governar as planilhas, o Excel e dentro das delegacias onde as mulheres registram suas queixas de Maria da Penha, precisamos governar para dentro”
Na réplica, Lemes denunciou o governo atual e pediu para que todos os candidatos olhem com mais atenção para a forma com que o governo de Riedel trata os indígenas de Mato Grosso do Sul.
Já na tréplica, Catan afirmou que toda a dor das pessoas que sentem insegurança precisa ser sentida, “sejam indígenas ou mulheres”.
Últimas perguntas
Após responder ao candidato Renato Gomes (DC), Fábio Trad teve a oportunidade de realizar uma pergunta. O questionamento foi direcionado ao Lucien Rezende (PSOL) sobre qual o “erro do modelo [governador Eduardo] Riedel” em não distribuir a riqueza alegada pelo Governo de Mato Grosso do Sul. Contudo, o debate entre os dois candidatos da esquerda virou uma troca de acusações sobre alianças com o governador.
“O governo Riedel alega que MS é um dos estados mais ricos do país e perguntei para todas as pessoas se essa riqueza chegou até a mesa delas, elas disseram que não, o servidor público, muito menos”, apontou o petista.
O candidato Lucien Rezende respondeu que nunca esteve ao lado da direita. “Os dois projetos que foram para o segundo turno não me representavam. Hoje, nós vemos os dois andando de mãos dadas. Eu vejo o senhor colocando o governo como ruim e vejo uma incoerência nisso. Quero falar com o sul-mato-grossense: se o governo está ruim e o seu partido está dentro dele, quer dizer que o governo só ficou ruim de seis meses para cá?”, apontou.
Segundo ele, sempre defendeu as pautas da esquerda e tem histórico de mais de 30 anos nas pautas defendidas pela direita.”Nós queremos fazer um debate sobre a agricultura familiar, sobre a equiparação salarial dos professores, sobre a regionalização da saúde e sobre a segurança das pessoas que passaram em concursos e não foram chamadas. É sobre isso que precisamos debater”, disse.
Na réplica, Fábio Trad respondeu a Lucien Rezende que, em 2019, estava defendendo Lula quando seria transferido para o presídio em Tremembé. “Você não se manifestou”, acusou.
O petista afirmou que, em 2022, defendeu o voto nulo a governador no segundo turno. “Os dois projetos na minha visão não eram bons para Mato Grosso do Sul”, destacou.
Na tréplica, Lucien Rezende afirmou que, da mesma forma, sempre defendeu as pautas da esquerda e tem histórico de compromissos. “Temos que ser muito realistas e reconhecer que participamos daquilo. Nós não participamos. Eu não tenho nada a ver com o governo que está aí, diferente de vocês”, acusou.
O petista, ao responder à tréplica, pediu união da esquerda, mas questionou o candidato do PSOL sobre as acusações. “Quero lembrar a você que em 2022 teve candidato do PSOL que perdeu a eleição e depois ocupou cargo no Governo Riedel, que foi o Adonis. Será que você, nos atacando, não tá pretendendo fazer o mesmo? Uma boquinha, Lucien?”, questionou.
Fim do primeiro bloco
Para finalizar o primeiro bloco, Lucien foi sorteado para fazer uma pergunta a Delcídio. O candidato Lucien Rezende (PSOL) questionou a respeito de agricultura familiar e políticas para os pequenos produtores.
Em resposta, Delcídio diz que “esquerda e direita no Brasil é só placa de trânsito’. Ele também comenta a ligação que tem com a agricultura familiar e destaca a importância de incentivar o setor. “Tenho ligação com todos e ela precisa ser incentivada. É preciso ter um governo também para os médios e pequenos produtores”, disse Delcídio.
O candidato Lucien Rezende defendeu a agricultura familiar na réplica. “Queremos implantar cinturões verdes em diversos municípios para baratear o preço dos alimentos, reduzir o custo para a população e fomentar a agricultura familiar”, disse.
Na tréplica, o candidato Delcídio Amaral citou programas anteriores e afirmou que “para quem vive da agricultura familiar, é preciso ter um governo de todos e não só da elite”.
🔵Debate Midiamax 2026
O Debate Midiamax será realizado no dia 21 de setembro, a partir das 20h, no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul).
Com transmissão ao vivo, o evento poderá ser acompanhado pelo Jornal Midiamax, com cobertura completa no portal, no Canal Midiamax no YouTube, pelo canal 4 da Net e nas redes sociais do jornal, incluindo Instagram, TikTok, X (Twitter) e Facebook.








