A Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-deputado estadual Roberto Razuk, aos 85 anos, no fim da manhã desta quinta-feira (15). Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
O luto não suspende as atividades e o expediente na Assembleia Legislativa. “O Ato nº 20/2026 destaca o reconhecimento da instituição à contribuição de Razuk para a história política e institucional do Estado”, informa a nota.
Conforme a Casa de Leis, Roberto Razuk estaria internado para tratar de uma infecção pulmonar. Não há confirmação da causa da morte. Antes de falecer, ele esteve internado, ao menos, três vezes na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
A família informou que ele será cremado em São Paulo. Não haverá velório nem cerimônias fúnebres, conforme desejo manifestado por ele.
Nascido em Campo Grande, em 7 de março de 1941, Roberto Razuk foi eleito como deputado estadual em duas legislaturas: a primeira vez foi em 1987 pelo antigo PFL (Partido da Frente Liberal). Em 1991, foi reeleito deputado estadual pelo PDT. Ele participou dos trabalhos constituintes que resultaram na Constituição Estadual de 1989.
Roberto Razuk também defendeu a criação da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e a instalação da sede em Dourados.
Clã Razuk
Além de Roberto Razuk, outros membros da família também participaram da política. A esposa Délia Razuk foi prefeita de Dourados, enquanto o filho do casal, Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno (PL), também exerceu mandato de deputado estadual.
Neno foi preso após perder o cargo na Alems. A Justiça Eleitoral realizou uma retotalização dos votos das Eleições de 2022 após a candidata Raquelle Trutis ter os votos anulados por irregularidades na prestação de contas. Ela tinha ficado como primeira suplente do PL na Assembleia Legislativa, após ter recebido 10.782 votos.
Com a recontagem dos votos, a ordem dos eleitos mudou e João César Mattogrosso (PSDB) assumiu a cadeira deixada por Neno Razuk. Ele tentou recorrer, mas o pedido foi negado.
Roberto Razuk e os filhos são acusados de explorar o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. O patriarca chegou a ser preso, mas foi liberado para a prisão domiciliar devido ao quadro de saúde. Os três filhos de Razuk: Roberto Razuk Filho — o Neno —, Jorge e Rafael estão presos.
As investigações do Gaeco apontam que Roberto Razuk era o chefe do grupo criminoso que explora o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.
O patriarca do clã Razuk era quem detinha a decisão final sobre as questões mais relevantes do grupo, inclusive estando acima na hierarquia em relação ao filho, o deputado estadual Neno Razuk.
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