O quarto e último bloco do Debate Midiamax, realizado na noite desta segunda-feira (21) no auditório do Crea-MS, em Campo Grande, foi reservado para as considerações finais dos candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul. O momento permitiu a apresentação de apelos diretos ao eleitorado, balanços de propostas e críticas ao cenário político estadual.
Renato Gomes (DC) Iniciando com pedidos de bênção a Nossa Senhora Aparecida e São Carlos Acutis, Renato Gomes apresentou-se como um cidadão comum e economista indignado com os impostos e a corrupção, pedindo o voto dos eleitores indecisos ou dispostos a votar em branco e nulo. Criticou os gastos de R$ 2 bilhões com supersalários — valor que afirmou ser suficiente para construir 20 hospitais —, questionando a falta de auditoria e gestão na saúde. Por fim, atacou o governador Eduardo Riedel (PP), chamando-o de filho político de uma liderança acusada pelo Ministério Público Federal de chefiar uma organização criminosa, e convocou a população a ter coragem para votar diferente.
Daniel Lemes (PCO) Daniel Lemes usou seus três minutos para agradecer à população e reafirmar pautas da sua campanha. Destacou a segurança pública, a defesa da integridade física dos povos indígenas e o combate aos altos índices de feminicídio no Estado, apelando por mais respeito e conscientização dos homens em relação às mulheres. O candidato orientou os eleitores a não venderem o voto por dignidade e a escolherem quem ama o Estado em vez de “turistas” que querem vendê-lo.
Lucien Rezende (PSOL) Lucien Rezende propôs uma reflexão ao eleitorado sobre as reais melhorias de vida nos últimos anos, associando os problemas de emprego e acesso a serviços públicos ao domínio de duas décadas do mesmo grupo político. Argumentou que a riqueza do Estado não chega na ponta, citando a necessidade de deslocamento de pacientes a Campo Grande por falta de regionalização da saúde e a ausência da UEMS em diversos municípios. Lucien exibiu um copo com água para denunciar a má qualidade do abastecimento nos assentamentos de Corumbá e defendeu a atuação da Sanesul nessas áreas e em comunidades indígenas, propondo sua candidatura como alternativa de mudança.
João Henrique Catan (Novo) João Henrique Catan ressaltou os desafios de enfrentar a máquina pública em vez de tentar a reeleição para deputado estadual, onde afirmou presenciar práticas da “velha política”. Pediu para o eleitor comparar sua qualidade de vida com a de 12 anos atrás, criticando o aumento de impostos — como IPVA, Fundersul, combustível, energia e taxas da Cassems —, além de cortes salariais de professores e taxação de aposentados. Afirmou que há cargos do PT no atual governo e prometeu defender a coerência, aumentar o auxílio de policiais, implementar a jornada de 6 horas para servidores e acabar com abusos de taxas.
Jeferson Bezerra (Agir) Jeferson Bezerra declarou falar “de coração e alma” e destacou a insatisfação popular que encontrou nas ruas do Estado, ressaltando a necessidade de mudança e seu orgulho de ser douradense. Afirmou que a falta de medicamentos devido aos baixos salários evidencia a escassez de amor ao próximo e questionou a precisão das pesquisas eleitorais. Prometeu empenho máximo para governar, pedindo um voto de confiança para reestruturar a saúde no Estado.
Eduardo Riedel (PP) Candidato à reeleição, Eduardo Riedel enalteceu o debate, mas lamentou os ataques promovidos pelos adversários, garantindo que dados inconsistentes apresentados no confronto serão esclarecidos em breve. Apontou como meta principal a erradicação da extrema pobreza (atualmente em 1,6%), com apoio do programa Médico da Família e assistência social. Destacou avanços econômicos, citando que o Estado cresceu quatro vezes mais que a média nacional e atingiu a sexta maior renda média do país. Citou também investimentos viários de mais de mil quilômetros concessionados e 1,5 mil km de estradas executadas, encerrando com o anúncio da ordem de serviço para o quinto hospital regional, em Corumbá.
Fábio Trad (PT) Fábio Trad encerrou sua participação afirmando que a propaganda é a única coisa que funciona no atual governo, mascarando problemas constantemente relatados pela população em saúde, segurança e infraestrutura. Elogiou sua chapa, destacando a vice Dona Gilda e os candidatos ao Senado, Soraya Thronicke e Vander Loubet — a quem atribuiu grande articulação de recursos para o Estado. Defendeu um modelo focado na distribuição de riquezas em vez de apenas no crescimento, classificando o Estado atual como rico, mas injusto.
Delcídio Amaral (PRD) Delcídio Amaral encerrou o bloco lamentando que o tempo do debate não tenha permitido um aprofundamento em temas estratégicos para o futuro de Mato Grosso do Sul, como a tecnologia aplicada à saúde, a segurança nas fronteiras, a sustentabilidade, o turismo e o incentivo ao esporte para evitar a migração de atletas. Finalizou afirmando que o Estado oferece oportunidades a todos, mas defendeu um “não definitivo ao Azambujismo”.
Debate 2026
O Debate Midiamax acontece nesta segunda-feira, 21 de setembro, no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
A transmissão acontece ao vivo e pode ser acompanhada pelo Jornal Midiamax, com cobertura completa no portal, no Canal Midiamax no YouTube, pelo canal 4 da Net e nas redes sociais do jornal, incluindo Instagram, TikTok, X (Twitter) e Facebook.










