Os vereadores querem propor ao secretário de Infraestrutura de Campo Grande, André Mourão, um plano para recuperação do asfalto da Capital em curto, médio e longo prazo, como criação de painéis de acompanhamento e protocolo para lidar com chuvas intensas.
Em reunião na tarde de sexta-feira (16), que culminou na decisão de abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a operação do tapa-buracos da Capital, os vereadores também criaram um calendário de recuperação do asfalto.
O esboço do plano será entregue ao titular da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), caso ele compareça à Câmara da próxima terça-feira (20), após convocação dos vereadores.
Na última sessão, ocorrida na quinta-feira (15), a Câmara aprovou um requerimento para convocar o secretário para prestar esclarecimentos sobre a execução do serviço. Inclusive, antes da aprovação, a sessão ordinária foi suspensa para uma reunião a portas fechadas voltada a debater a possível abertura da CPI.

Os vereadores apresentarão um plano de melhorias a curto, médio e longo prazo. A medida é paralela à abertura da CPI, que tem seus próprios prazos regimentais.
O plano prevê:
- Em 72 horas: plano emergencial de manutenção viária;
- Em 7 dias: publicação de mapa dos pontos críticos, equipes e cronograma de atendimento — inclusive aos fins de semana e à noite;
- Em 15 dias: balanço dos serviços executados;
- Em 30 dias: avaliação das metas e apresentação do plano de recapeamento.
Além disso, semanalmente, deve haver a prestação de contas da Sisep à Câmara. Os vereadores também estruturaram o que chamaram de “Operação 30 dias”, que deve conter as ocorrências cadastradas, os pontos resolvidos, os pontos críticos e as equipes em operação.
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Protocolo de operação para chuvas intensas
- Antes da chuva: limpeza preventiva de bocas de lobo, vistoria de pontos de alagamento e sinalização de buracos perigosos;
- Durante a chuva: equipes de prontidão, isolamento dos trechos perigosos e atuação da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito);
- Após a chuva: vistoria de avenidas prioritárias e identificação de novos danos
- Recuperação definitiva: correção de drenagem e pavimento.
Programa de qualidade do asfalto
- Cooperação técnica com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e o Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de MS);
- Seleção de amostras do serviço;
- Painel do custo por metro cúbico;
- Observatório Municipal do Asfalto: novas ocorrências, pontos críticos, gasto no período, ocorrências resolvidas, tempo médio de reparo e porcentagem de qualidade.
Presidente da Câmara, o vereador Papy (PSDB) explicou que algumas medidas são de longo prazo, como um painel para o acompanhamento do serviço de recuperação viária da Capital.
“No Programa de ‘Qualidade do Asfalto’, vamos ter um painel do custo por metro cúbico e o comparativo das empresas para a gente saber quanto está faturando cada empresa, quanto está custando cada metro cúbico do tapa-buraco para Campo Grande. [Além disso], há o ‘Observatório Municipal do Asfalto’, para ter um painel em que a gente possa ver as novas ocorrências, ocorrências solucionadas”, destacou o presidente da Casa de Leis.

CPI do tapa-buracos
Em reunião na tarde de sexta-feira (16), os vereadores de Campo Grande decidiram abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a operação tapa-buracos na Capital, um dos principais pontos de reclamação da população.
O requerimento conta com a assinatura de 24 dos 29 vereadores. Nem todos os parlamentares estiveram presentes na reunião que definiu a instauração da CPI para debater o assunto, já discutido em diversas sessões na Casa.
Agora, com as assinaturas, o requerimento — apresentado em agosto pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) — vai passar pelo crivo da Procuradora da Câmara, que irá analisar os requisitos e fornecer um parecer em até cinco dias úteis para a instauração da CPI. Caso o parecer seja positivo, o requerimento é votado em plenário pelos vereadores para a abertura da CPI.
Se os vereadores instaurarem a investigação, uma comissão de cinco membros é formada, levando em consideração a proporcionalidade dos partidos da Casa, inclusive para os cargos de presidência e relatoria.
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(Revisão: Nichole Munaro)







