O presidente da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), deputado Gerson Claro, avalia que a articulação para o futuro comando da Mesa Diretora deve ser deixado para após o 2° turno.
Aos jornalistas, na primeira sessão após o resultado das urnas, Claro destacou que lideranças que vão ter peso decisor estão empenhadas na reeleição de Flávio Bolsonaro no 2° turno.
“Essa conversa de composição de Mesa Diretora tem que acontecer um pouco mais para frente. Agora, as lideranças — a senadora Tereza Cristina, o senador eleito Reinaldo, o senador eleito Contar e o governador — estão muito focadas em dar uma resposta para a sociedade no segundo turno, garantindo uma votação expressiva para o Flávio [Bolsonaro]. Portanto, o assunto da Mesa deve ficar em segundo plano”, disse.
Questionado sobre a tradição de a maior bancada indicar a presidência e sobre seu próprio futuro no comando da Casa, Claro adotou cautela. Ele reconheceu a musculatura da direita e a chegada de quadros experientes.
“Política é poder, mas não é um projeto individual, depende de votos. Primeiro, acho que precisa haver um consenso dentro do partido. Essa composição será discutida depois. Não quero antecipar nada até porque não tive nenhuma conversa com a senadora Tereza Cristina nem com o deputado Londres Machado, que se reelegeu e é o decano da Casa”, disse o deputado.
Após presidir a Casa por dois biênios, Gerson teria chances de assumir a 1ª secretaria da Alems, responsável pelo controle das finanças da Casa de Leis. Integrando o partido do governador, o caminho fica pavimentado, mas pode ameaçar pretensões de integrantes do PL.
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