A policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho, presa na quarta-feira (7), na Operação Dirty Pix, tentou ser vereadora de Sidrolândia nas eleições de 2024. Ela mantinha contato constante com o presidente do Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breurer — também preso na operação.
A investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) coletou provas no WhatsApp do presidente do hospital, em celular apreendido na primeira fase da operação contra desvios de R$ 18 milhões na unidade hospitalar municipal.
Por meio das conversas, a investigação constatou que a policial civil constantemente pedia ‘favores’ ao presidente do hospital, como pagamento de aluguéis, serviços em veículos particulares e fornecimento de combustíveis. Ela também avisava sobre operações policiais que iriam acontecer.
Conforme a investigação, Jacob também tinha relação com um grupo de vereadores de Sidrolândia, que ajudavam o esquema por meio de decisões políticas. A policial civil tentou entrar na Casa de Leis em 2024, mas recebeu apenas 142 votos.
🚨 Não perca nada! Entre no nosso canal de Política no WhatsApp e receba notícias direto no seu celular
Ela disputou uma cadeira pelo PL e declarou R$ 148.000,00 — uma chácara de R$ 130.000,00 e um veículo de R$ 18.000,00. Esse foi o único pleito do qual ela participou, ficando como suplente.
O Jornal Midiamax não encontrou a defesa de Cristina. O espaço segue aberto para manifestação.
Dirty Pix
As investigações revelaram supostos desvios de R$ 18 milhões na Saúde de verbas públicas destinadas à aquisição de equipamentos, materiais hospitalares e de UTI (unidade de terapia intensiva) móvel, bem como à execução de obras de reforma do hospital.
As equipes cumpriram 25 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Um deles é no escritório da contadora Rosângela Zanetti Martins Freitas, gestora de contrato do hospital.
O Gecoc apurou que os recursos desviados eram distribuídos em movimentações financeiras para agentes públicos e intermediários. O grupo também agia para tentar obstruir as investigações em curso.

Afastamento de secretários e vereadores
A Operação Dirty Pix resultou no afastamento de dois secretários municipais e de três vereadores do município. Dois secretários municipais foram afastados por seis meses, por ordem da juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, em decisão formalizada no diário do município de quinta-feira (8).
São eles: Enelvo Júnior (Desenvolvimento Econômico) e Cleyton Teixeira (Agricultura). Também houve ordem para afastar os vereadores Cledinaldo Cotócio (PSDB), Adavilton Brandão (MDB) e Izaqueu Diniz (PSD), além do ex-vereador Gabardo (Republicanos) — de qualquer função pública em que esteja atuando.
A magistrada reforçou que, após 180 dias, haverá a reavaliação dos afastamentos. “À luz do estágio das investigações e da persistência dos fundamentos cautelares que a justificam, podendo ser prorrogada mediante decisão fundamentada, caso subsistam os riscos que ensejaram sua decretação.”
🔵 Receba notícias de Política no seu WhatsApp
Participe do grupo de Política do Jornal Midiamax no WhatsApp e receba informações diárias de tudo o que acontece na política de Mato Grosso do Sul.
✅ Clique aqui para participar
(Revisão: Nichole Munaro)










