O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, comentou sobre a polêmica envolvendo fala de Flávio Bolsonaro sobre o aumento do percentual de etanol na gasolina, medida temporária encampada pelo governo Lula (PT) que entrou em vigor neste mês.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida minimiza os efeitos das tensões globais sobre o preço dos combustíveis, diminuindo a dependência do Brasil na importação de petróleo. Flávio, contudo, criticou a medida comparando-a com a ‘reduflação’ nos supermercados.
“Hoje, as pessoas vão comprar uma barrinha de chocolate no mercado, era de 200 gramas, agora, 160. Vai comprar um rolo de papel higiênico, que era de 40 metros, hoje tem 36. Caixa de Bis, que vinha com 20, agora vem com 16. Dúzia de ovos passou a ter 10. A gasolina virou etanol. Nem o combustível esse governo tá poupando”, disse.
O candidato à presidência disse que o assunto é “uma discussão que tem que ser feita”, mencionando efeito sobre os motores dos carros, argumento que embasa críticas ao aumento do percentual do biocombustível.
Segundo Flávio, “há formas de a gente incentivar esse grande segmento que é o etanol no Brasil, e a gente vai fazer isso durante o nosso governo”.
Governo adota ‘puxadinhos’ que não resolvem problema, avalia Marinho
Para Rogério Marinho, o assunto é pertinente e a reação do setor já foi respondida. “A crítica que o Flávio faz é que o governo, ao invés de ter uma visão e uma proposta estruturante, busca como sempre ‘puxadinhos’ que não resolvem o problema e que obrigam o setor a ir ‘de pires na mão’ pra manter uma situação que poderia ser uma situação de uma política estruturada”, disse.
Marinho diz que à época da crise no início da guerra na Ucrânia, o ex-presidente Jair Bolsonaro não praticou impostos sobre exportação do petróleo. “Porque é evidente que se desequilibra o mercado, gera uma situação em que as empresas que já contrataram essas remessas pra outros países do mundo são impactadas e depois gera um contencioso tributário judiciário que, ao fim, termina no colo do consumidor através dos precatórios que têm tirado a discricionalidade do nosso orçamento”, justificou.
“A crítica do Flávio não foi ao setor. Nós entendemos que o setor emprega, é extremamente importante, nos dá segurança energética e é uma forma inclusiva do Brasil ser preservado dessas crises sistêmicas mundiais, mas ele precisa de uma política estruturante e definitiva e não episódica como o atual governo tem feito”, completou.
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