*Checagem feita pela equipe de Jornalismo Investigativo do Jornal Midiamax, a pedido do candidato Eduardo Riedel (PP), que enviou 26 (vinte e seis) solicitações de verificação nas 24 horas após o Debate Midiamax. A checagem estava prevista conforme regras definidas em conjunto por todas as candidaturas, lavradas e assinadas em ata. Também fizeram solicitações os candidatos Fábio Trad (PT), com três questionamentos, e o candidato João Henrique Catan (Novo), com cinco pedidos. Todos serão checados e divulgados nos próximos dias.
A campanha do candidato ao Governo do Estado Eduardo Riedel (PP) contestou uma afirmação feita por Fábio Trad (PT) que, ao responder pergunta sobre combate à corrupção feita pelo candidato Jeferson Bezerra (Agir), disse que a controladoria-geral do Estado não sinalizou que havia algo errado na regulação da saúde, em esquema revelado pelo Gaeco na Operação Gutenberg.
O petista disse: “Não é possível que durante cinco anos, começou em 2022 a corrupção na saúde, no último ano do Reinaldo Azambuja, passou os quatro anos da sua gestão, a controladoria não tenha pelo menos sinalizado que havia alguma coisa errada na aquisição de livros, que passavam as pessoas na frente de outras“.
Ao alegar ser informação falsa, a campanha de Riedel cita outra operação, a Oncojúris, em que a controladoria identificou irregularidades e acionou a polícia.
Para rebater a afirmação de que a CGE não sinalizou que ‘havia alguma coisa errada’, a campanha de Riedel apenas afirma que o então chefe da regulação estadual de saúde, Ed Carlo Britto Burgatt, preso acusado de fraudar a fila de pacientes, foi exonerado após a operação.
Porém, não indica haver algum tipo de contribuição da controladoria no decorrer das investigações.
A checagem do Midiamax apurou que o Gaeco iniciou as investigações a partir de denúncia anônima enviada em um envelope. Em nota oficial do próprio governo na época, é informado que, comente a partir da deflagração da operação, em julho de 2026, a Controladoria abriu auditorias. Dias após a prisão, Ed Carlo foi exonerado do cargo comissionado e foi alvo de procedimento administrativo.
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