O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, André Moura Brandão, deve comparecer à Câmara Municipal na terça-feira (20) para prestar esclarecimentos sobre a operação tapa-buraco, alvo de reclamações de moradores em diferentes regiões da Capital.
A convocação foi aprovada pelos vereadores durante sessão ordinária de quinta-feira (15), em meio a cobranças por melhorias na qualidade dos serviços, transparência nos gastos e planejamento das ações.
O requerimento é de autoria dos vereadores Professor Riverton (PP), Dr. Lívio (União Brasil), Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), e Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), presidente da Câmara. Os parlamentares querem explicações sobre a execução dos serviços e as medidas previstas pela Prefeitura para enfrentar os problemas na malha viária.
Durante a discussão sobre a convocação, os vereadores questionaram a qualidade do asfalto utilizado, a aplicação dos recursos públicos e a demora no atendimento das demandas apresentadas pela população. A insatisfação também foi associada ao volume de indicações encaminhadas ao Executivo.
Segundo Papy, somente no primeiro semestre de 2026, os vereadores apresentaram mais de 9 mil indicações relacionadas à operação tapa-buraco.
Vereadores cobram explicações sobre qualidade e gastos
O vereador Professor Riverton defendeu a presença do secretário na tribuna para explicar quais medidas podem ser adotadas para melhorar as condições das ruas
O vereador Dr. Lívio (União) também cobrou providências e afirmou que os moradores estão exaustos com a situação. Ele questionou se os problemas estão relacionados à falta de equipes, de recursos ou de vontade política para executar os serviços.
Já a vereadora Ana Portela (PL) levou um pedaço de asfalto à Câmara para demonstrar o que considera uma falha na qualidade do material utilizado nos reparos. Durante a sessão, ela esfarelou o material e questionou a durabilidade do serviço.
O vereador Maicon Nogueira (PP) defendeu a apuração dos custos, dos prazos e dos critérios utilizados para definir as ruas atendidas. Ele também apontou a necessidade de planejamento e de prioridade para os bairros com os pontos mais críticos.
CPI para investigar contratos
Além da convocação do secretário, a operação tapa-buraco pode se tornar alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Municipal. A vereadora Luiza Ribeiro (PT) está reunindo assinaturas para abrir a investigação, que pretende apurar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços na Capital.
Até o momento, o requerimento conta com nove assinaturas. A vereadora defende que a população tenha acesso às informações sobre os valores gastos, a forma de execução dos reparos e os motivos pelos quais os problemas persistem.
“A população de Campo Grande precisa saber quanto está sendo gasto, como os serviços são executados e por que os problemas persistem. Afinal, a manutenção das ruas é um serviço público essencial, e a população tem o direito de saber como seu dinheiro está sendo aplicado”, afirmou.
A expectativa é de que a ida do secretário à Câmara permita esclarecer os questionamentos dos parlamentares sobre a operação, incluindo a qualidade dos reparos, a aplicação dos recursos e o planejamento para atender às reclamações dos moradores.
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(Revisão: Nichole Munaro)








