Senadora com mandato até 2031, Tereza Cristina (PP-MS) afirmou neste sábado (1º) que mantém o projeto de se tornar a primeira mulher a presidir o Senado Federal. A declaração ocorreu durante as convenções partidárias realizadas em Campo Grande, um dia após o Progressistas decidir permanecer neutro na disputa presidencial.
Questionada sobre a possibilidade de comandar a Casa, a parlamentar foi direta. “É meu projeto, sempre foi e vamos conseguir”, afirmou, reforçando que pretende trabalhar para viabilizar a candidatura à presidência do Senado.
Apoio a Flávio Bolsonaro e vice-presidência

A declaração ocorre após Tereza confirmar que foi convidada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para integrar, como candidata a vice-presidente da República, uma eventual chapa presidencial. Segundo ela, aceitaria o convite, mas a decisão não dependia apenas de sua vontade.
“O Flávio Bolsonaro disse que me queria na chapa, mas essa não era uma decisão individual. O partido e a federação precisavam chancelar essa candidatura. Conversamos muito e o Progressistas entendeu que deveria manter a neutralidade”, explicou.
Apesar de não integrar a chapa, Tereza declarou que apoiará a campanha de Flávio Bolsonaro. “Vou estar na campanha dele, de uma maneira ou de outra, ajudando, porque acredito que esse é o campo que pode colocar o Brasil no rumo que precisamos”, disse.
PP seguirá neutro na disputa presidencial
Na sexta-feira (31), a senadora já havia informado, por meio de nota, que a direção nacional do Progressistas decidiu, após consulta aos diretórios estaduais, pela neutralidade na eleição presidencial. Com isso, o partido descartou a convocação de uma convenção nacional para definir apoio a qualquer candidatura.
Na nota, Tereza ressaltou que a conversa com Flávio Bolsonaro foi produtiva, mas destacou que qualquer composição de chapa dependeria de “avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”.
Nos últimos meses, a parlamentar negou repetidamente que seria candidata a vice-presidente. No entanto, revelou que a primeira conversa sobre o assunto ocorreu na quarta-feira (29). A expectativa da cúpula do PL era contar com Tereza Cristina na chapa por seu bom trânsito entre lideranças do Centrão e do agronegócio, além da estratégia de ampliar o apoio do eleitorado feminino.
Com o convite para a disputa presidencial pelo caminho, Tereza Cristina voltou a reafirmar que seu principal objetivo político é disputar a presidência do Senado. Atualmente, a Casa é comandada pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), cujo mandato à frente do Congresso Nacional vai até fevereiro de 2027.
As declarações da senadora foram dadas durante a megaconvenção que reúne partidários do MDB, do Republicanos e do PSD, além da federação União Progressista. O encontro definirá oficialmente os candidatos ao governo do Estado, às duas vagas do Senado, à Câmara dos Deputados e à Alems (Assembleia Legislativa de MS).
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(Revisão: Nichole Munaro)









