Candidatos que tiveram desempenho mediano terminaram as eleições como suplentes. Nem tão bem votados para serem eleitos, mas não derrotados completamente para ficarem fora do jogo. Caso algum político eleito do mesmo partido precise se afastar ou deixar o cargo (por licença, morte ou renúncia), dá a oportunidade para que o primeiro suplente assuma a cadeira ou, em caso de impedimento, para o próximo suplente apto a tomar posse.
De acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Mato Grosso do Sul tem 1.722 suplentes, considerando as últimas eleições.
Os suplentes para cargos do legislativo no sistema proporcional – vereadores, deputados estaduais, deputados federais – são definidos por ordem dos mais bem votados do partido ou coligação. No caso dos senadores, em que o sistema é majoritário, o primeiro e o segundo suplente já são definidos durante a formação da chapa.
Em Campo Grande, o afastamento do vereador de Campo Grande Claudinho Serra (PSDB) após prisão durante a Operação Tromper, em abril de 2024, levou a um imbróglio na Justiça sobre quem seria o suplente do tucano a assumir a cadeira na Casa de Leis após os suplentes terem saído do PSDB após as eleições de 2020.
Na época, o Dr. Lívio chegou a tomar posse como suplente de Claudinho Serra, mas uma decisão da Justiça Estadual anulou o termo de posse e mandou convocar o oitavo suplente, Giancarlo Josetti Sandim, o Gian Sandim. A decisão levou em consideração que o médico migrou do ninho tucano para o União Brasil, enquanto Gian Sandim permaneceu no PSDB.
Suplentes em MS
Conforme os dados da Justiça Eleitoral, Mato Grosso do Sul tem 65 suplentes nas Eleições 2026 para os cargos de deputados federais e estaduais. Já em relação a 2024, são 1.550 suplentes para o cargo de vereador nos 79 municípios. Em 2022, o número de suplentes foi maior em relação a este ano e chegou a 97. Somados, são 1.712 suplentes entre 2022, 2024 e 2026.
Contudo, ao considerar os suplentes de senadores com mandato vigente – Soraya Thronicke (PSB), Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) – e os eleitos neste ano – Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) – são mais 10 suplentes, totalizando 1.722 suplentes em Mato Grosso do Sul.
Segundo turno em MS
O segundo turno em Mato Grosso do Sul acontece em 25 de outubro, assim como em todo o restante do país. No caso do Estado, os eleitores vão às urnas apenas para votar no presidente da República. A disputa é entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
O outro cargo em disputa que poderia levar ao segundo turno é o de governador, mas o atual chefe do executivo estadual, Eduardo Riedel (PP), foi reeleito no primeiro turno, com 67,07% dos votos válidos (um total de 914.323 votos).
De acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mais de dois milhões de sul-mato-grossenses estão aptos a votar nas Eleições 2026.
O que precisa levar no dia da votação?
Para votar, é preciso apresentar um documento oficial com foto, como RG, CNH, passaporte ou carteira de trabalho física, mesmo que esteja fora da validade.
Certidões de nascimento ou casamento não são aceitas. O eleitor também pode usar o aplicativo e-Título, desde que a foto já apareça na tela (o que ocorre para quem fez o cadastramento biométrico).
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