A senadora Tereza Cristina (PP-MS) admitiu que conversou, na quarta-feira (29), com o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre sua candidatura a vice-presidente nas Eleições de 2026. Entretanto, a parlamentar ainda depende do aval do Progressistas, seu partido, para bater o martelo.
A senadora afirmou, por meio de nota, que a conversa foi produtiva, mas que não decidiu nada. “[…] porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”, diz o texto.
Ao longo dos últimos meses, a senadora sul-mato-grossense negou diversas vezes que seria vice na chapa de Bolsonaro, mas afirmou que conversou com Flávio pela primeira vez sobre o assunto na quarta. Vale ressaltar que o Progressistas faz parte da Federação União Progressista junto do União Brasil.
Flávio já sinalizou a intenção de escolher uma mulher para o posto, de olho no eleitorado feminino. Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, defendia o nome de Tereza Cristina, com o argumento de que agregaria votos.
‘Vice dos sonhos’
Quando esteve em Campo Grande em abril, na Expogrande, Flávio disse que a senadora Tereza Cristina é a “vice dos sonhos”. O filho 01 do Bolsonaro elogiou a parlamentar sul-mato-grossense, que é apontada como uma possível vice em sua chapa: “Tereza é o sonho de consumo de todo mundo, sou fã. Mas, vice vai ser muito mais para frente”, disse.
O presidenciável destacou a notoriedade de Tereza Cristina. “Ela é uma das maiores referências no mundo que o agro tem. Foi um privilégio tê-la como ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro”.

Presidência do Senado
Valdemar chegou a afirmar na semana passada não ter conseguido chegar a um acordo para que a senadora seja a vice de chapa de Flávio. “Não houve acordo, ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a Presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”, declarou Valdemar, em entrevista à CNN Brasil, após se reunir com a parlamentar.
Valdemar ainda disse acreditar que quem dará a última palavra na escolha será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para Valdemar, Bolsonaro tem um faro político que já foi demonstrado quando decidiu que Tarcísio de Freitas (Republicanos) disputaria o governo de São Paulo em 2022.
O dirigente do PL reafirmou a intenção de buscar apoio de outros partidos ao nome de Flávio. “Temos várias coligações com o PP nos Estados. Temos muitas coisas com PP, União Brasil. Temos muitas alianças nos Estados com Republicanos. Estamos conversando com Podemos. Pessoal de Minas está conversando com o PSDB”, continuou.

Cotadas
Costa Neto já afirmou que a economista Daniella Marques “não tem voto” para ser vice, em entrevista ao jornal O Globo. Ela é uma das cotadas para compor a chapa do PL à Presidência.
Apesar do aceno de Valdemar, a federação União Brasil-PP, à qual Tereza Cristina é filiada, tem sinalizado que não deve apoiar a pré-candidatura de Flávio. O mesmo cenário ocorre no Republicanos, partido de Daniella Marques.
“A candidata ideal seria a Tereza Cristina. Ela tem carisma e isso é muito importante em uma eleição presidencial, isso puxa voto”, disse Valdemar.
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(Revisão: Nichole Munaro)









