O governador Eduardo Riedel (PP) não descarta troca no alto escalão do seu segundo mandato. Sentado pela primeira vez após ser reeleito no gabinete na Governadoria, o líder do executivo estadual recebeu a reportagem do Jornal Midiamax nesta segunda-feira (5). Riedel foi reeleito no primeiro turno, na noite do último domingo (4), com 67,07% dos votos válidos, o que corresponde a um total de 914.323 votos.
“No período de transição, é natural que a gente reorganize governos e equipes e nós vamos fazer essa avaliação em conjunto com eles dentro desse novo perfil […]. Eu estou muito satisfeito com o grupo que está aí, tem entregue muito resultado. Agora, sempre é uma mão de duas vias, não é só ‘eu querer participar’. As pessoas precisam querer participar dentro daquele modelo, dentro daquela visão. Isso que nós vamos debater agora na transição para poder formar a equipe que vai dar início em janeiro de 2027, ao segundo mandato”, apontou.

Os secretários estaduais que saíram dos cargos para disputar as eleições – Viviane Luiza (Cidadania); Marcelo Miranda (Cultura), Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento); Fernando Souza (subsecretário dos Povos Originários) – e não foram eleitos devem se reunir com Riedel nos próximos dias.
Frederico Felini (Administração) deixou o cargo para coordenar campanha. “Eu vou conversar com eles; são todos próximos, alinhados; eu vou entender com eles também os caminhos de cada um e vou conversar com eles essa semana”, afirma o governador.
Infraestrutura de rodovias
Para o segundo mandato, Riedel pretende avançar em projetos já iniciados, como saúde e infraestrutura das rodovias em Mato Grosso do Sul. O governador elenca entre os próximos passos dar a Ordem de Serviço para a construção do Hospital Regional de Corumbá e as obras do Hospital Regional em Campo Grande a partir de 2027.
“Eu acho que tirar do papel a duplicação entre Campo Grande a Sidrolândia, de Campo Grande a Aquidauana, a rodovia é do Governo Federal, mas a gente tem como buscar isso hoje, seja por representação de bancada, pressão, mostrar que é necessário, ou seja por concessão. Temos que buscar o caminho e não dá mais para conviver com isso”, destaca.

O governador afirma que espera o fim das eleições do segundo turno, em 25 de outubro, para avaliar os próximos passos, seja na possibilidade de mais cortes de gastos no Governo do Estado, ou para analisar o “tom” que o Governo Federal deve adotar nos próximos anos. Desde 2025, o Executivo Estadual tem reduzido as despesas para melhorar as contas públicas. Neste ano, foi decretado um controle de gastos e a manutenção de redução de 25% nos contratos.

“É na transição que a gente vai calibrar muito bem receita, despesa, áreas, eventuais cortes ou não. Nesse período, a gente vai calibrar isso para poder entrar em 2027 com a rédea do Estado na mão como a gente sempre teve, mas sempre muito ciente de cada passo que a gente dava apesar das dificuldades e das crises. E, também, depois da eleição nacional, a gente vai saber um pouco também do tom do Governo Federal seja quem for eleito. A gente vai poder pegar os sentimentos de que linha do Governo Federal vai adotar no próximo mandato, seja do Lula ou do Flávio”, avalia.
Confira a entrevista na íntegra:
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