O secretário especial da Prefeitura de Sidrolândia, Welbet José Biaggi de Amorim, e sua esposa, a empresária Priscilla Depiné, negaram envolvimento no cartel que teria fraudado R$ 3 milhões em licitações por Mato Grosso do Sul. Eles foram alvos de busca e apreensão na Operação Trama Oculta, deflagrada nesta quarta-feira (28).
Conforme nota oficial do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), os agentes foram às ruas com o objetivo de cumprir 28 mandados de busca e apreensão e 14 medidas cautelares diversas da prisão nas cidades de Campo Grande, Sidrolândia, Dourados, Anastácio, Jardim, Mundo Novo e Caarapó.
Entre os alvos, estava Depiné, que é dona da Priscilla Malhas, em Sidrolândia. “Vieram à empresa. No endereço comercial, não acharam nada, não pegaram nada e não apreenderam nada. O Biaggi não trabalha aqui; ele trabalha na prefeitura e não tem nada a ver. Mas não pegaram documento nenhum. Estou tranquila, vou trabalhar à tarde. Não tem nada a ver”, explicou à reportagem do Jornal Midiamax.
Atualmente em cargo público, Welbet trabalhou para empresas de Dourados — que também foram alvos da investida do Gaeco — há alguns anos e acredita que, por conta disso, tenha sido alvo da operação. Ele representava os CNJPs em processos de licitação pelo Estado.
Entretanto, ele diz que, desde 2021, atua em outras áreas e não tem contato direto com certames públicos há anos. À reportagem, ele negou participação no esquema. Como ainda é investigado, o servidor público terá que usar tornozeleira eletrônica.
O prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso (PL), informou ao Jornal Midiamax que o secretário especial será ‘afastado temporariamente ou exonerado’.
Operação Trama Oculta
O Gaeco deflagrou nesta quarta-feira (28) operação que investiga grupo de empresários que formava uma espécie de cartel para fraudar R$ 3 milhões em licitações de confecções. Os agentes cumpriram 28 mandados de busca e apreensão e 14 medidas cautelares.
As investigações apuraram que um grupo de empresários atuava numa espécie de cartel, ajustando preços de propostas em licitações para elevar artificialmente o valor dos contratos.
Em alguns casos, servidores públicos eram cooptados mediante propina para viabilizar as fraudes e favorecer o superfaturamento de materiais esportivos e confecções.
Sabe de algo que o público precisa saber? Fala pro Midiamax!
Se você está por dentro de alguma informação que acha importante o público saber, fale com jornalistas do Jornal Midiamax!
E você pode ficar tranquilo, porque nós garantimos total sigilo da fonte, conforme a Constituição Brasileira.
Fala Povo: O leitor pode falar direto no WhatsApp do Jornal Midiamax pelo número (67) 99207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem com os jornalistas. Se preferir, você também pode falar com o Jornal direto no Messenger do Facebook.
(Revisão: Dáfini Lisboa)









