O primeiro trimestre de 2026 registrou a destinação de R$ 356,57 milhões em obras e transferências de recursos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul). A ata de prestação de contas foi aprovada em abril e encaminhada nesta semana à Assembleia Legislativa. O relatório aponta extrapolamento da meta anual com serviços terceirizados.
Segundo o relatório, durante o período, o fundo operou com duas fontes de financiamento: o Fundersul Agro, com R$ 232,56 milhões aplicados, e o Fundersul Banco do Brasil, oriundo de operação de crédito, com R$ 124 milhões injetados.
Os documentos ainda revelam uma execução orçamentária linear nas transferências aos municípios.
Do montante arrecadado pelo Fundersul Agro, R$ 56,03 milhões foram repassados às prefeituras, divididos de forma idêntica entre as 79 cidades de Mato Grosso do Sul.
Cada município recebeu exatamente R$ 709.312,28 no trimestre, independentemente do tamanho populacional ou da extensão territorial, estabelecendo repasses iguais para a capital, Campo Grande, e para localidades de menor porte, como Alcinópolis, Jateí e Figueirão.
O valor trimestral por cidade foi composto por parcelas de R$ 256.094,41 em janeiro, R$ 197.147,56 em fevereiro e R$ 256.070,31 em março.
Despesas com terceirizados
O balanço financeiro do período também aponta que despesas com aquisição, locação e manutenção de equipamentos superaram os índices do planejamento inicial.
Enquanto a projeção anual estimada para esse gasto era de R$ 3,05 milhões, os recursos investidos apenas nos três primeiros meses somaram R$ 4,46 milhões, o que equivale a 146,03% de execução do orçamento anual projetado.
De acordo com o demonstrativo, a sub-rubrica específica para Manutenção de Equipamentos e Equipes atingiu a marca de 100,36% do planejado para todo o ano de 2026, registrando a aplicação de R$ 3,06 milhões no trimestre.
A validação dos dados contábeis foi oficializada por meio da Ata 01/2026 da reunião do conselho gestor do Fundersul.
O monitoramento e a ordenação das despesas do fundo são supervisionados pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), cuja assinatura na prestação do primeiro trimestre estava sob a fiscalização do ex-diretor da Agesul Rudi Fioresi, alvo de operação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que chegou a levá-lo à prisão e atualmente o mantém sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







