Por unanimidade, desembargadores da 2ª Seção Cível do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negaram recurso apresentado por Jamil Name Filho, o Jamilzinho, e mantiveram a Dodmax Tecnologia S/A (CNPJ 55.575.532/0001-49) como vencedora da licitação de R$ 52 milhões da Lotesul, a loteria do Estado de Mato Grosso do Sul.
Jamilzinho está recolhido em uma penitenciária federal, por condenação na Omertà, e, por meio de seus advogados, tentou anular o certame, alegando vícios no edital, o qual poderia estar, supostamente, direcionado.
O TJMS chegou a negar o pedido, alegando que Jamilzinho nem sequer havia participado da licitação, e deixou de conhecê-lo.
Depois, Jamilzinho entrou com recurso para questionar a decisão. Desta vez, os desembargadores entenderam que ele tentava rediscutir o mérito e consideraram que o autor não tem legitimidade para fazer os questionamentos.
Portanto, mantiveram o resultado da licitação.
Empresa de Campo Grande venceu licitação
Em janeiro de 2026, a licitação foi reaberta após duas suspensões. O objetivo é contratar uma empresa que desenvolva a plataforma de operação dos jogos. A Dodmax foi declarada vencedora da licitação, após sessão realizada em 23 de junho.
A Dodmax, que lidera um consórcio com a Pay Brokers IP Instituição de Pagamento LTDA (CNPJ 40.820.176/0001-04) e a Paybrokers Loterias LTDA, foi escolhida para desenvolver o sistema principal da Lotesul.
Durante a sessão, outras empresas entraram com recurso contra suas desclassificações durante a Prova de Conceito — a temida prova de fogo — em fases anteriores. Entretanto, a Comissão de Avaliação Técnica verificou que não havia elementos para justificar a revisão do resultado.
Com isso, a Dodmax foi declarada vencedora, com oferta de 31%. A receita anual estimada pelo serviço é de R$ 51,4 milhões. Levando em conta o valor estimado no edital, a porcentagem oferecida pela empresa resultaria em R$ 15.957.045,19 para o Estado.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







