A empresária Rossana Paroschi Jafar se tornou ré por posse ilegal de arma de fogo após o juiz Marcelo da Silva Cassavara aceitar denúncia oferecida pelo Ministério Público.
Assim, o magistrado deu prazo de dez dias para a empresária se manifestar. Durante o cumprimento de mandado de prisão por corrupção contra Rossana, em um apartamento de luxo em Campo Grande, agentes do Gaeco encontraram cinco munições de arma calibre .38 escondidas em uma gaveta no banheiro.
Atualmente, ela está presa em decorrência da Operação Gutenberg, em que o Gaeco a acusa de chefiar esquema que desviou R$ 27 milhões de prefeituras em Mato Grosso do Sul.
Rossana chefiou esquema, diz Gaeco

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As investigações do Gaeco revelaram esquema que se utilizava da Central de Regulação do Estado para usar a liberação de exames e internações como moeda de troca para forçar gestores públicos a comprar livros do grupo.
Tudo foi apurado na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que apontou um esquema comandado pela família Jafar e que contava com o ex-chefe de regulação da saúde estadual Ed Carlo Brito Burgatt, para pressionar prefeitos a comprar livros das editoras do grupo mediante liberação de exames para a população.
As investigações revelaram que o grupo atuava com alto grau de sofisticação e articulação política.
As investigações concluíram que Rossana exercia forte poder de decisão na gestão financeira e administrativa da Editora Avante, determinando pessoalmente para onde e para quem o dinheiro recebido das prefeituras deveria ser repassado. Ela responde pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção ativa.
O grupo familiar atuava originalmente por meio da empresa Gráfica e Editora Alvorada Ltda., envolvida em fraudes licitatórias e alvo da Operação Lama Asfáltica. Após a morte do patriarca, Mirched Jafar Junior, em 2021, a matriarca Rossana Paroschi Jafar e seus filhos teriam criado uma nova empresa de fachada, a Editora Avante (Souza & Fanaia Comércio de Livros), em nome de “laranjas”.
A empresa fechava contratos milionários, sem licitação (por inexigibilidade), com diversos municípios de Mato Grosso do Sul, como Miranda, Ivinhema, Bonito, Ladário, Angélica e Dourados, para o fornecimento de livros paradidáticos.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








