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Transparência

Justiça torna Rossana Jafar ré por munições encontradas durante operação do Gaeco

Empresária está presa, desde 7 de julho, por corrupção
Gabriel Maymone -
Líder de esquema milionário e chefe da família Jafar, Rossana tenta revogar prisão após denúncia do MP
Rossana Paroschi Jafar. (Reprodução, Redes Sociais)

A empresária Rossana Paroschi Jafar se tornou ré por posse ilegal de arma de fogo após o juiz Marcelo da Silva Cassavara aceitar denúncia oferecida pelo Ministério Público.

Assim, o magistrado deu prazo de dez dias para a empresária se manifestar. Durante o cumprimento de mandado de prisão por corrupção contra Rossana, em um apartamento de luxo em , agentes do Gaeco encontraram cinco munições de arma calibre .38 escondidas em uma gaveta no banheiro.

Atualmente, ela está presa em decorrência da Operação Gutenberg, em que o Gaeco a acusa de chefiar esquema que desviou R$ 27 milhões de prefeituras em Mato Grosso do Sul.

Rossana chefiou esquema, diz Gaeco

Família Jafar, da esquerda para a direita: Giovanni, Olívia, Rossana e Felipe. (Reprodução, Redes Sociais)

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As investigações do Gaeco revelaram esquema que se utilizava da Central de Regulação do Estado para usar a liberação de exames e internações como moeda de troca para forçar gestores públicos a comprar livros do grupo.

Tudo foi apurado na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que apontou um esquema comandado pela família Jafar e que contava com o ex-chefe de regulação da saúde estadual Ed Carlo Brito Burgatt, para pressionar prefeitos a comprar livros das editoras do grupo mediante liberação de exames para a população.

As investigações revelaram que o grupo atuava com alto grau de sofisticação e articulação política.

As investigações concluíram que Rossana exercia forte poder de decisão na gestão financeira e administrativa da Editora Avante, determinando pessoalmente para onde e para quem o dinheiro recebido das prefeituras deveria ser repassado. Ela responde pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção ativa.

O grupo familiar atuava originalmente por meio da empresa Gráfica e Editora Alvorada Ltda., envolvida em fraudes licitatórias e alvo da Operação Lama Asfáltica. Após a morte do patriarca, Mirched Jafar Junior, em 2021, a matriarca Rossana Paroschi Jafar e seus filhos teriam criado uma nova empresa de fachada, a Editora Avante (Souza & Fanaia Comércio de Livros), em nome de “laranjas”.

A empresa fechava contratos milionários, sem licitação (por inexigibilidade), com diversos municípios de Mato Grosso do Sul, como , Ivinhema, Bonito, Ladário, Angélica e Dourados, para o fornecimento de livros paradidáticos.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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