A prefeita Adriane Lopes (PP) fez o primeiro balanço um mês após a equipe de intervenção assumir o Consórcio Guaicurus.
Na manhã desta quinta-feira (16), Adriane disse à imprensa que foi constatado, até o momento, “um histórico de má gestão que fragilizou a prestação do serviço público”, citando como exemplo o sucateamento da frota.
Os trabalhos da intervenção seguem até dezembro. Então, a prefeita declarou que “nossa expectativa é por melhorias concretas; estamos abertos a propostas da concessionária, desde que sejam efetivas para sanar o sucateamento da frota e a deficiência no atendimento”.
Por fim, declarou confiança no trabalho dos interventores, liderados pelo advogado Aléxandro de Oliveira: “Confio no trabalho da equipe técnica, que apresentará as medidas necessárias para o bem da população de Campo Grande“, afirmou.
No fim de quarta-feira (15), a prefeita publicou edição extra do Diário Oficial com decreto de processo disciplinar contra os donos do Consórcio Guaicurus.
O documento vai embasar a decisão da prefeita, que poderá resultar na extinção do contrato com o Consórcio Guaicurus. Relatório elaborado pela comissão irá conter “provas necessárias à decisão administrativa quanto à manutenção, cessação ou eventual extinção da concessão”, define o decreto.
Conforme o decreto, o objetivo é apurar as irregularidades encontradas pela comissão especial que decidiu pela intervenção. Um dos pontos principais dos trabalhos apontou que a frota sucateada é um dos muitos problemas do Consórcio Guaicurus.
Outro ponto crucial será a apuração de como a concessionária alcançou o montante de R$ 20 milhões em dívidas, conforme indicou o primeiro relatório da equipe interventora.
A decisão será da prefeita Adriane Lopes, em janeiro.
Os donos do Consórcio Guaicurus enviaram nota sobre a comissão: “O Consórcio requereu, ainda, ciência formal da instauração do processo administrativo de intervenção, para exercer o contraditório e a ampla defesa assegurados pela Constituição, pelo contrato de concessão e pelo próprio decreto municipal que determinou a medida. Os sócios do Consórcio Guaicurus seguem à disposição para construir uma solução negociada para o transporte coletivo de Campo Grande, dentro da ordem legal“.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









