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MP pede condenação de Patrola por exploração sexual e indenização de R$ 150 mil às vítimas

Caso condenado, o empreiteiro pode pegar até 15 anos de prisão
Gabriel Maymone -
patrola
Empreiteiro André Luiz Santos, o Patrola. (Foto: Arquivo Midiamax)

A ação penal contra o empreiteiro André Luiz dos Santos, conhecido como “Patrola”, entrou na reta final e aguarda apenas as alegações finais antes da sentença.

A denúncia diz que o empreiteiro teria atraído três mulheres para a fazenda onde estava, em , por meio de mensagens, para fazer programa sexual. O MP afirma que as vítimas teriam sido coagidas devido à influência e ao poder do acusado.

O Ministério Público emitiu parecer reforçando o pedido de condenação de Patrola por exploração sexual ou favorecimento da prostituição (art. 228 do Código Penal). Como os crimes teriam sido cometidos contra três vítimas, a Promotoria exige a aplicação do concurso material, regra que soma as penas.

Caso seja condenado nos termos exigidos pelo MP, Patrola pode pegar até 15 anos de prisão. Além disso, a promotora de Justiça, Aline Mendes Franco, pediu à Justiça que Patrola pague indenização por danos morais de R$ 50 mil para cada uma das três vítimas.

Em nota enviada à reportagem, o advogado Fábio Melo Ferraz, que atua na defesa de Patrola, disse estar confiante com a absolvição de seu cliente. “Considerando que, após uma análise criteriosa da acusação, a falta de provas para sustentar a narrativa apresentada nos autos, nos da a certeza da absolvição, corroborada inclusive com o conjunto protótipo apresentado nos autos, inclusive, durante a instrução.”

A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, abriu nesta semana o prazo para a defesa apresentar as alegações finais. Depois, o processo estará pronto para uma sentença.

Condenado por corrupção

No fim do ano passado, Patrola foi condenado em 1ª instância a cinco anos de reclusão por corrupção em processo sobre um suposto esquema de propina de mais de R$ 10 milhões, liderado por um ex-servidor de Campo Grande. O caso veio à tona em 2016.

Na época, uma operação do Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) revelou que esse ex-servidor era dono de quase 100 imóveis e ocultava a propriedade usando o nome de outras pessoas. Ele ainda recebia propina de empresários, incluindo Patrola.

Um segundo empresário e o ex-servidor também foram condenados. 

Além disso, o empreiteiro foi denunciado por corrupção no caso da Operação Cascalhos de Areia.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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