A ação penal contra o empreiteiro André Luiz dos Santos, conhecido como “Patrola”, entrou na reta final e aguarda apenas as alegações finais antes da sentença.
A denúncia diz que o empreiteiro teria atraído três mulheres para a fazenda onde estava, em Coxim, por meio de mensagens, para fazer programa sexual. O MP afirma que as vítimas teriam sido coagidas devido à influência e ao poder do acusado.
O Ministério Público emitiu parecer reforçando o pedido de condenação de Patrola por exploração sexual ou favorecimento da prostituição (art. 228 do Código Penal). Como os crimes teriam sido cometidos contra três vítimas, a Promotoria exige a aplicação do concurso material, regra que soma as penas.
Caso seja condenado nos termos exigidos pelo MP, Patrola pode pegar até 15 anos de prisão. Além disso, a promotora de Justiça, Aline Mendes Franco, pediu à Justiça que Patrola pague indenização por danos morais de R$ 50 mil para cada uma das três vítimas.
Em nota enviada à reportagem, o advogado Fábio Melo Ferraz, que atua na defesa de Patrola, disse estar confiante com a absolvição de seu cliente. “Considerando que, após uma análise criteriosa da acusação, a falta de provas para sustentar a narrativa apresentada nos autos, nos da a certeza da absolvição, corroborada inclusive com o conjunto protótipo apresentado nos autos, inclusive, durante a instrução.”
A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, abriu nesta semana o prazo para a defesa apresentar as alegações finais. Depois, o processo estará pronto para uma sentença.
Condenado por corrupção
No fim do ano passado, Patrola foi condenado em 1ª instância a cinco anos de reclusão por corrupção em processo sobre um suposto esquema de propina de mais de R$ 10 milhões, liderado por um ex-servidor de Campo Grande. O caso veio à tona em 2016.
Na época, uma operação do Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) revelou que esse ex-servidor era dono de quase 100 imóveis e ocultava a propriedade usando o nome de outras pessoas. Ele ainda recebia propina de empresários, incluindo Patrola.
Um segundo empresário e o ex-servidor também foram condenados.
Além disso, o empreiteiro foi denunciado por corrupção no caso da Operação Cascalhos de Areia.
Sabe de algo que o público precisa saber? Fala pro Midiamax!
Se você está por dentro de alguma informação que acha importante o público saber, fale com jornalistas do Jornal Midiamax!
E pode ficar tranquilo, porque nós garantimos total sigilo da fonte, conforme a Constituição Brasileira.
Fala Povo: O leitor pode falar direto no WhatsApp do Jornal Midiamax pelo número (67) 99207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem com os jornalistas. Se preferir, você também pode falar com o Jornal direto no Messenger do Facebook.
(Revisão: Nichole Munaro)






