A Operação Máquinas de Areia, deflagrada na manhã desta quinta-feira (6), pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e Gaeco, apura fraudes que superam R$ 100 milhões em contratos de obras e locação de maquinários para a Prefeitura de Três Lagoas.
Equipes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em Três Lagoas, Campo Grande, Terenos e Castilho, cidade no interior de SP vizinha a Três Lagoas.
Além de locação de máquinas, as empresas também realizavam obras de revestimento primário (cascalhamento) nas ruas de Três Lagoas.
Conforme nota emitida pelo Ministério Público, a investigação apurou a existência de uma organização criminosa composta por servidores públicos e empresários. “As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, prejuízo efetivo à população”.
Os crimes apurados são de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
A assessoria de comunicação da Prefeitura de Três Lagoas apenas informou que está em busca de informações mais concretas para emitir uma nota.
Desdobramento da Cascalhos de Areia
As buscas desta quinta-feira (6) são um desdobramento da Operação Cascalhos de Areia, que investigou contratos públicos de empresas ligadas ao empreiteiro André Luiz dos Santos, o Patrola.
Conforme as investigações, Patrola seria sócio oculto de diversas empresas que possuem contratos milionários com a Prefeitura de Três Lagoas.
Uma delas é a MS Brasil Comércio e Serviços Eireli (CNPJ 14.335.163/0001-30).
A primeira fase da operação Cascalhos de Areia pode levar a investigação a desvendar verdadeiro ‘laranjal em família’ para ocultar os donos e operadores do suposto esquema de corrupção que teria desviado milhões em contratos de locação de equipamentos e obras de cascalhamento em Campo Grande.
Denunciado por corrupção
Na primeira fase da Cascalhos de Areia, Patrola e servidores públicos foram denunciados por crimes como peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Patrola é apontado nas investigações como operador de diversas empresas em nomes de laranjas que ganham contratos de difícil mensuração de obras.
Inclusive, ele teria ganhado o apelido de ‘Patrola’ justamente por usar basicamente uma patrola para ‘disfarçar’ os serviços contratados na hora da medição, que é sempre realizada por um fiscal do órgão público.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Patrola, que ficou de retornar para se manifestar, o que não ocorreu até o momento. O espaço segue aberto para posicionamento.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






