A Prefeitura de Campo Grande abriu uma sindicância para investigar o servidor da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) Fernando de Souza Oliveira, que foi preso na Operação Buraco sem Fim, do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), em maio deste ano.
A abertura da sindicância consta no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta segunda-feira (17). Conforme as investigações do Gecoc, Fernando era responsável por verificar os saldos remanescentes dos contratos com empreiteiras envolvidas no esquema “com o objetivo deliberado de identificar quanto ainda poderia ser desviado do erário municipal”.
Ele atendia às ordens de Mehdi Talayeh, então superintendente, que estava subordinado a Rudi Fiorese, o secretário — ambos também chegaram a ser presos na operação, mas estão em liberdade atualmente.
Agora, conforme o Diogrande, Fernando terá 5 dias para apresentar a sua defesa. As investigações evidenciaram como o grupo de servidores — exonerados pela prefeita Adriane Lopes (PP) após as prisões — agia para favorecer a Construtora Rial LTDA.
Operação Buraco sem Fim
A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atuava fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.
As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.
Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos que somam R$ 113.702.491,02.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)





