O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para apurar os gastos com diárias na Câmara Municipal de Porto Murtinho.
A medida ocorre para aprofundar os levantamentos já iniciados a partir de denúncia anônima sobre o pagamento da verba a vereadores e servidores da casa legislativa sem a contraprestação em serviços.
A investigação começou em 10 de março deste ano, após o órgão receber reclamação apontando o recebimento de R$ 92.414,37 pela presidente da Câmara, Sirley Pacheco (PP), referente a 56 diárias, até o mês de setembro de 2025.
O mesmo documento relata que a diretora-geral da instituição recebeu R$ 33.004,49, equivalentes a 42 diárias, no mesmo período.
A promotora de Justiça Dafne Prado Sabag solicitou informações sobre o valor total despendido em 2025 por meio do ofício à Câmara; contudo, o comando da Casa de Leis pediu mais tempo para enviar os dados.
A justificativa informou a existência de 223 protocolos cadastrados no sistema e o volume dos arquivos para extração. O MPMS deferiu a prorrogação do prazo por 15 dias úteis.
A Câmara Municipal enviou a documentação solicitada em 28 de abril de 2026. Após analisar o material, a promotora concluiu que os elementos informativos necessitavam de complementação e determinou a evolução do caso para procedimento preparatório.
O objetivo da nova fase é “averiguar gastos exorbitantes de dinheiro público com pagamentos de diárias para vereadores e servidores da Câmara Municipal”.
A reportagem tentou contato com a parlamentar pelo número de contato disponível em sua apresentação institucional, também por meio do telefone da Câmara de Porto Murtinho, sem sucesso. Solicitação foi encaminhada também por e-mail e aguarda resposta.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)










